“Você que dizia no seu coração: ‘Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia [...]’” (Isaías 14:13).
Lúcifer continuava firme em seu orgulho, insistindo que deveria ser igual a Deus, e que tinha o direito de participar dos conselhos divinos para compreender os propósitos do Pai. No entanto, Deus deixou claro que apenas Seu Filho tinha acesso aos planos secretos, e que toda a família celestial, incluindo Lúcifer, deveria obedecer a Ele de forma plena e sem questionamentos. Apesar disso, Lúcifer já havia mostrado ser indigno de permanecer no Céu.
Cheio de triunfo arrogante, Lúcifer apontou para seus seguidores, que representavam quase metade de todos os anjos, e desafiou: “Estes estão comigo! Você também os expulsará e deixará o Céu vazio?” Ele declarou estar pronto para lutar pela força contra a autoridade de Cristo, e defender sua posição no Céu.
Os anjos fiéis choraram ao ouvir as palavras de Lúcifer e suas arrogantes declarações. Mas Deus afirmou que os rebeldes não poderiam continuar no Céu. Sua posição elevada e feliz dependia da obediência à Lei divina que Deus havia estabelecido para governar os seres celestiais. Não havia, contudo, nenhuma provisão para salvar aqueles que decidissem transgredir essa Lei. A rebelião de Lúcifer se intensificou, e ele começou a mostrar desprezo aberto pela Lei de Deus. Afirmou que essa Lei era desnecessária, e que os anjos deveriam ser livres para seguir sua própria vontade, pois isso os guiaria sempre no caminho certo. Para ele, a Lei divina era uma restrição à liberdade, e aboli-la tornou-se um de seus principais objetivos. Lúcifer acreditava que os anjos precisavam de melhorias em sua condição e acusou Deus de os colocar num nível inferior quando criou leis.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
