“Não deem lugar ao diabo” (Efésios 4:27).
Eva logo se aproximou da árvore proibida, cheia de curiosidade. Ela notou a beleza do fruto e começou a se perguntar por que Deus havia proibido que comessem ou tocassem nele. Essa foi a oportunidade que Satanás esperava. Usando a voz suave e melodiosa da serpente, ele a abordou, como se pudesse ler seus pensamentos: “Foi isso mesmo que Deus disse? Não comam de nenhuma árvore do jardim?”
Eva ficou surpresa ao ouvir uma serpente falar. A beleza e o encanto da criatura não a desagradavam, mas ela ficou espantada, pois sabia que Deus não havia dado à serpente o dom da fala. Apesar disso, a curiosidade de Eva cresceu. Em vez de afastar-se, ela continuou ali, escutando. Não percebeu que estava diante do inimigo decaído, que usava a serpente como disfarce. Era Satanás quem falava, não a serpente.
Encantada e lisonjeada, Eva não percebeu o perigo. Se Satanás tivesse aparecido com uma figura mais imponente, semelhante aos anjos, talvez ela tivesse se colocado em alerta. Mas a forma incomum da abordagem deveria ter sido suficiente para levá-la a procurar Adão e perguntar por que alguém — ou algo — se dirigia a ela daquela maneira. No entanto, ela escolheu permanecer e conversar com a serpente.
Eva respondeu à pergunta: “Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Não comam dele, nem toquem nele, para que vocês não morram.’”
A serpente, então, replicou: “Certamente vocês não morrerão. Deus sabe que, no dia em que comerem desse fruto, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal.”
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
