“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).
Oinimigo garantiu a Eva que, ao comer do fruto proibido, ela receberia um conhecimento superior que a tornaria igual a Deus. Ele chamou a atenção dela para si mesmo, afirmando que havia comido livremente daquela árvore e não só não sofrera nada, mas tinha achado o fruto delicioso e revigorante. Disse que Deus tinha proibido o fruto por causa de suas propriedades extraordinárias, que davam sabedoria e poder. Afirmou que o dom da fala que tinha era resultado de ter comido daquele fruto. Insinuou ainda que a advertência divina de morte não passava de uma ameaça para os intimidar e impedir que tivessem acesso a um grande bem.
Satanás afirmou que eles não poderiam morrer. Afinal, não haviam comido da árvore da vida, que garantia vida sem fim? Disse que Deus os estava enganando, privando-os de uma felicidade maior e de uma alegria mais sublime. Então, colheu um fruto e entregou-o a Eva, que o segurou nas mãos. Ele provocou: “Vocês foram proibidos até de tocá-lo, sob pena de morte. No entanto, veja, você o está tocando, e não sente nenhum perigo. Comer o fruto não será mais perigoso do que segurá-lo nas mãos”.
Encorajada, Eva percebeu que nada de imediato acontecia, e começou a acreditar que as palavras do tentador eram sábias e verdadeiras. Então, ela comeu o fruto e ficou encantada com o sabor, que lhe pareceu delicioso. Eva imaginou sentir em si mesma os maravilhosos efeitos prometidos, como se já estivesse experimentando um conhecimento elevado. Em seguida, colheu mais frutos, pensando em alcançar um estado superior de existência, influenciada pela empolgação do momento.
Com as mãos cheias do fruto, Eva procurou Adão em um estado de estranha euforia. Relatou a ele o que a serpente havia lhe dito, exaltando seu “sábio discurso”, e tentou convencê-lo a acompanhá-la imediatamente até a árvore do conhecimento.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
