“Tudo o que era puro tornou-se impuro; e o que era santo foi profanado, porque eles mesmos transgrediram a minha Lei” (Ezequiel 22:26).
Foi-me mostrado como Satanás era antes: um anjo feliz e elevado. Então, vi como ele é agora. O Diabo ainda mantém formas majestosas, e suas feições continuam nobres, pois ainda é um anjo, embora decaído. No entanto, a expressão de seu rosto está cheia de ansiedade, preocupações, infelicidade, maldade, ódio, engano e todo tipo de mal. O semblante que antes era tão nobre chamou minha atenção, especialmente a testa, que começava a recuar logo acima dos olhos.
Percebi que ele se havia rebaixado por tanto tempo que toda qualidade morreu, enquanto as características malignas se intensificaram. Seu olhar era astuto e dissimulado, mostrando grande astúcia. Embora sua constituição fosse ampla, a carne pendia frouxamente em suas mãos e rosto. Ao vêlo, percebi que apoiava o queixo sobre a mão esquerda, como se estivesse entregue a profundos pensamentos. Um sorriso estava em seu rosto, o qual me fez tremer, pois era cheio de maldade e dissimulação. Esse sorriso é o mesmo que ele usa antes de pegar sua vítima. Contudo, quando a captura em sua armadilha, esse sorriso se torna em algo horrível.
Adão e Eva saíram do aprazível jardim, onde tinham sido tão felizes antes de sua desobediência aos mandamentos de Deus. Deixaram o local com uma tristeza profunda e indescritível. A atmosfera ao redor havia mudado. Não era mais a mesma de antes da transgressão. Deus os vestiu com roupas de pele para protegê-los das sensações de frio e calor a que estariam expostos. Todo o Céu lamentou a desobediência e a queda de Adão e Eva, que trouxeram a ira de Deus sobre a humanidade. Eles foram afastados da comunicação com Deus e lançados em uma miséria desesperadora. A Lei de Deus não podia ser alterada para atender às necessidades humanas, pois, em Seu plano divino, ela nunca perderia sua força e não perderia nem a mínima parte de suas exigências.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
