“O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou uma luz” (Isaías 9:2).
Os sistemas religiosos pagãos estavam perdendo força e já não controlavam as pessoas como antes. Muitos buscavam uma fé que realmente pudesse satisfazer os anseios do coração. Entre eles, havia quem desejasse conhecer o Deus vivo e encontrar respostas para a vida após a morte.
Enquanto isso, a fé dos judeus também enfraquecia, e a esperança mal iluminava o futuro. Para a maioria, a morte era um mistério assustador. Após a sepultura, tudo parecia ser incerto e sombrio. Na “terra da sombra da morte”, muitos que sofriam luto estavam inconsoláveis. Com grande expectativa, aguardavam a chegada do Libertador, que prometia revelar os segredos do futuro.
Mesmo fora da nação judaica, havia pessoas sinceras em busca da verdade. Deus respondeu a esse desejo ao lhes conceder o Espírito de inspiração. Suas palavras de profecia despertaram esperança em milhares de corações pelo mundo gentio.
Por séculos, as Escrituras já estavam disponíveis em grego, a língua mais amplamente falada em todo o Império Romano. Os judeus estavam espalhados por muitas regiões e, de certa forma, sua espera pelo Messias também influenciava os gentios. Curiosamente, entre os povos a quem os judeus chamavam de “pagãos” havia homens que compreendiam melhor as profecias messiânicas encontradas nas Escrituras do que os próprios mestres de Israel.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
