“Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem” (Mateus 2:18).
Herodes, tomado pela fúria, enviou soldados a Belém com a ordem de matar todas as crianças menores de dois anos. Os lares tranquilos da Cidade de Davi foram palco de cenas terríveis, que haviam sido preditas pelo profeta 600 anos antes: “Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação; é Raquel que chora por seus filhos e recusa ser consolada, porque já não existem” (Mateus 2:18). Os judeus trouxeram essa calamidade sobre si mesmos ao rejeitarem o Espírito Santo, seu único protetor. Eles preferiam buscar nas profecias apenas o que poderia exaltar sua própria nação, interpretando-as como sinais do desprezo de Deus pelas outras nações. Orgulhavam-se da ideia de que o Messias viria como um rei guerreiro, cheio de ira, para destruir os pagãos. Esse pensamento acabou provocando o ódio de seus governantes. Através dessa visão distorcida da missão de Cristo, Satanás tentou eliminar o Salvador. Mas, em vez disso, o desastre recaiu sobre o próprio povo judeu. Pouco tempo depois do massacre das crianças, Herodes morreu de forma terrível. Enquanto isso, José ainda estava no Egito quando um anjo apareceu para dizer que ele podia voltar para Israel. Imaginando Jesus como o herdeiro do trono de Davi, José planejou estabelecer sua família em Belém. No entanto, ao saber que Arquelau, filho de Herodes, havia assumido o trono da Judeia, José ficou com medo de que ele pudesse agir com a mesma crueldade do pai.
Mais uma vez, Deus guiou José, desta vez para Nazaré, onde a família havia morado anteriormente. Ali, em segurança, Jesus viveu por quase 30 anos, cumprindo o que fora dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno” (Mateus 2:23). A Galileia, com sua grande mistura de estrangeiros, tinha menos interesse nos assuntos relacionados aos judeus, tornando-se um local menos perigoso.
Essa foi a recepção que o Salvador encontrou ao vir à Terra. Deus não pôde confiar Seu Filho amado à proteção dos seres humanos, nem mesmo enquanto Jesus realizava a obra para salvá-los. Ele confiou aos anjos a missão de acompanhar e proteger Jesus até que Sua missão estivesse cumprida e Ele pudesse morrer pelas mãos daqueles que veio salvar.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
