“E todo aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida” (João 5:24).
José e Maria voltaram para Jerusalém e começaram a procurar por Jesus. No dia seguinte, no templo, ouviram uma voz que não poderiam confundir. Aquela voz, tão séria e cheia de convicção, mas ao mesmo tempo suave e melodiosa, era inconfundível. Seguindo o som, encontraram Jesus dentro da escola dos rabinos.
Com alívio, mas também em tom de reprovação, Maria disse: “Filho, por que Você nos fez isso? Seu pai e eu estávamos aflitos à Sua procura” (Lucas 2:48). Jesus respondeu com calma: “Por que vocês estavam Me procurando? Não sabiam que Eu devia estar na casa de Meu Pai?” (Lucas 2:49). Ao perceber que eles não entendiam o que Ele dizia, Jesus apontou para o alto. Seu rosto estava iluminado, e a divindade brilhava através de Sua humanidade. José e Maria ouviram dos outros o que tinha acontecido entre Jesus e os rabinos e ficaram admirados com Suas perguntas e respostas.
Jesus estava focado na missão para a qual viera ao mundo, mas José e Maria relaxaram sua responsabilidade. Deus lhes confiara a honra de cuidar de Seu Filho, mas eles O perderam de vista por um dia inteiro. Quando finalmente O encontraram, em vez de reconhecerem a própria falha, preferiram repreendê-lO.
Era natural que os pais de Jesus O vissem como seu próprio filho. Afinal, em muitos aspectos, Sua vida parecia comum, como a de outras crianças. Isso tornava difícil compreender que Ele era o Filho de Deus. A suave censura de Jesus tinha o objetivo de lembrá-los da santidade da missão que lhes havia sido confiada.
Na resposta que deu a Sua mãe, Jesus revelou, pela primeira vez, que entendia claramente Sua relação com Deus. Embora Maria não tenha compreendido totalmente Suas palavras, percebeu que Jesus estava afirmando algo profundo: Ele não era apenas filho de José, mas o Filho de Deus.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
