“Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24).
Tudo isso incomodava muito os irmãos de Jesus. Por serem mais velhos, achavam que Ele deveria obedecer às ordens deles. Acusavam Jesus de se achar melhor que eles e de querer ser superior aos mestres, sacerdotes e líderes. Muitas vezes, tentavam intimidá-lO, mas Jesus continuava firme, sempre guiado pelas Escrituras.
Os irmãos de Jesus sentiam ciúmes dEle e demonstravam isso por meio de críticas e desprezo. Não conseguiam entender Seu jeito de viver. Para eles, havia muitas coisas contraditórias em Sua vida: Ele era o Filho de Deus, mas cresceu como uma criança simples e indefesa. Como Criador, tudo na Terra pertencia a Ele, mas vivia na pobreza. Jesus não buscava fama ou poder e ficava feliz com as tarefas mais humildes. Isso irritava profundamente Seus irmãos, que não conseguiam entender como Ele podia manter uma paz tão constante, mesmo enfrentando tantos desafios.
Os irmãos de Jesus não O compreendiam porque Ele era muito diferente deles. Eles estavam tão focados nas pessoas ao redor que acabaram se afastando de Deus e de Seu poder transformador. A religião que seguiam era apenas externa, incapaz de mudar o coração. Por isso, o exemplo de Jesus era um incômodo constante para eles.
Jesus odiava o pecado e não conseguia esconder a dor que sentia ao presenciar algo errado. Sua vida, que refletia pureza e bondade, era uma condenação silenciosa para os erros dos outros, o que gerava oposição. Muitos faziam comentários maldosos sobre Sua generosidade e honestidade, e alguns até chamavam Sua paciência e bondade de fraqueza ou covardia.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
