“Tenho prazer nos teus decretos; não me esqueço da tua palavra” (Salmos 119:16).
Quando perguntavam a Jesus por que Ele não participava das brincadeiras e diversões dos jovens de Nazaré, Ele respondia com firmeza: “Está escrito: Tenho prazer nos Teus decretos; não Me esqueço da Tua palavra” (Salmos 119:16).
Jesus nunca lutava pelos próprios direitos. Ele não rebatia quando era tratado com grosseria. Em vez disso, suportava insultos com paciência. Muitas vezes, perguntavam a Ele: “Por que Você aceita ser tratado de forma tão cruel, até mesmo pelos Seus próprios irmãos?” Sua resposta era cheia de sabedoria: “Está escrito: Meu filho, não se esqueça da minha lei, mas guarde no coração os meus mandamentos. [...] Que o amor e a fidelidade jamais o abandonem; prenda-os ao redor do seu pescoço, escreva-os na tábua do seu coração. Então você terá o favor de Deus e dos homens, e boa reputação” (Provérbios 3:1-4). O comportamento de Jesus era um mistério até mesmo para Seus pais. Ele parecia estar sempre em um nível diferente, separado dos outros. Sua maior felicidade era encontrada nos momentos que passava sozinho com a natureza e com Deus. Com frequência, o nascer do sol O encontrava meditando, estudando as Escrituras ou orando em um lugar tranquilo e afastado. Depois dessas horas de comunhão, voltava para casa renovado e pronto para Suas tarefas.
Maria acreditava que o santo Menino que havia dado à luz era o Messias, mas tinha medo de compartilhar sua fé. Durante toda a vida de Jesus, ela participou de Suas dores e sofrimentos. Era doloroso para ela testemunhar as provações que Ele enfrentava desde a infância. Quando Maria apoiava a firmeza de Jesus em fazer o que era certo, ela mesma acabava enfrentando dificuldades e desaprovações.
Maria valorizava muito as relações familiares e o papel da educação no desenvolvimento do caráter. Os filhos de José sabiam disso e, tentando ajudá-la, buscavam corrigir o comportamento de Jesus para que Ele Se encaixasse melhor nas suas próprias ideias e padrões. No entanto, não compreendiam que o caminho de Jesus estava alinhado com o propósito divino e não com as normas humanas.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
