“A luz do alvorecer falava dAquele que seria como a luz da manhã ao nascer do sol, numa manhã sem nuvens” (2 Samuel 23:4).
João Batista não viveu em melancolia ou isolamento religioso. De tempos em tempos, saía para observar a sociedade, interessado em compreender o que estava acontecendo no mundo. Guiado pelo Espírito Santo, ele estudava o comportamento humano para aprender como tocar o coração das pessoas com a mensagem celestial que carregava. Sentia profundamente a responsabilidade de sua missão e, por meio de muita meditação e prece, João se preparava para a tarefa que estava à sua frente.
Mesmo no deserto, o Batista não estava livre das tentações. Satanás tentou derrubá-lo, mas sua percepção espiritual era clara, e com a ajuda do Espírito Santo, ele reconhecia os ataques do inimigo e resistia a eles.
Assim como Moisés, que encontrou Deus nas montanhas de Midiã, João também experimentava a presença divina em sua solidão no deserto. A natureza ao seu redor, com sua aparência desolada e severa, representava a condição espiritual de Israel. A vinha do Senhor estava em ruínas, mas, acima das nuvens escuras, João via o arco-íris da promessa de Deus. Durante as noites silenciosas, ele meditava sobre a promessa de Deus a Abraão de que seus descendentes seriam tão numerosos quanto as estrelas. Quando o sol nascia, João via Aquele que seria como “a luz da manhã ao nascer do sol, numa manhã sem nuvens” (2 Samuel 23:4). E no brilho do meio-dia, ele enxergava o dia glorioso em que “a glória do Senhor será revelada, e, juntos, todos a verão” (Isaías 40:5).
Com reverência e alegria, João estudava os rolos das profecias, buscando revelações sobre a vinda do Prometido. Ele sabia que Siló deveria aparecer antes que um rei deixasse de governar o trono de Davi. O tempo havia chegado: um governador romano agora estava no palácio no Monte Sião. De acordo com a fiel palavra de Deus, o Messias já havia nascido.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
