“Porque o que estava impossível para a Lei, no que estava fraco pela carne, Deus, enviando o Seu próprio Filho à semelhança da carne do pecado e no tocante ao pecado, condenou o pecado na carne” (Romanos 8:3).
Quando Jesus nasceu, Satanás soube que Ele viera para desafiar seu domínio. O Filho de Deus assumiu a forma humana, e isso alarmou Satanás profundamente. Ele, que era incapaz de compreender o amor divino, ficou tomado pela fúria. Já que havia perdido o Céu, decidiu arrastar outros para a sua queda. Seu plano era fazer com que as pessoas desvalorizassem as coisas espirituais e voltassem o coração para os prazeres e preocupações da Terra.
Desde que o Comandante do Céu era apenas um bebê em Belém, Satanás tentou atacá-lO de todas as formas. Em suas reuniões com os anjos caídos, ele deixou claro que Jesus deveria ser derrotado a qualquer custo. As forças do mal seguiram cada passo do Salvador, sempre tentando encontrar uma forma de vencê-lO.
No batismo de Jesus, Satanás ouviu a voz de Deus, confirmando que Jesus era Seu Filho divino. Agora que o Filho de Deus havia vindo “à semelhança do homem pecador” (Romanos 8:3), o próprio Pai falou diretamente. Antes disso, Deus Se comunicava com a humanidade por meio de Cristo; mas agora, Ele falava em Cristo. Isso deixou claro que a ligação entre Deus e a humanidade havia sido restaurada.
Satanás entendeu que aquele era o momento decisivo. Ou ele venceria, ou seria derrotado. Reunindo todas as suas forças de oposição, lançou um ataque completo contra Cristo.
Embora muitos não percebam, esse conflito entre Cristo e Satanás tem impacto direto sobre a vida de cada pessoa. O mesmo combate ocorre no coração humano. As tentações que Cristo enfrentou são as mesmas que nós achamos tão difíceis de resistir. Com o peso dos pecados do mundo sobre Ele, Jesus venceu a tentação do apetite, a tentação de amar o mundo, e a tentação do orgulho que leva à presunção. Essas foram as mesmas tentações que derrotaram Adão e Eva no Éden e que continuam a nos vencer com tanta facilidade hoje.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
