“A minha comida é fazer a vontade dAquele que Me enviou e concluir a Sua obra” (João 4:34).
Adeclaração direta que Jesus fez para a mulher samaritana era algo que Ele não podia compartilhar com os judeus, que estavam cheios de justiça própria. O que foi oculto deles e mantido em segredo até mesmo pelos discípulos foi revelado a ela. Jesus sabia que essa mulher usaria seu conhecimento para levar outros a conhecerem e experimentarem Sua graça.
Quando os discípulos voltaram da cidade, ficaram surpresos ao encontrar Jesus conversando com uma mulher. Ele não havia bebido da água refrescante que pedira, nem comido os alimentos que eles haviam trazido. Quando a mulher partiu, os discípulos insistiram para que Ele comesse. Perceberam que Jesus estava silencioso e que Seu rosto parecia irradiar luz. Apesar de acharem que era seu dever lembrar Jesus de cuidar de Suas necessidades físicas, temeram interrompê-lO.
Jesus, percebendo o cuidado deles, disse: “Tenho algo para comer que vocês não conhecem” (João 4:32). Os discípulos, intrigados, não conseguiam imaginar quem poderia ter trazido comida a Jesus. Então, Ele explicou: “A minha comida é fazer a vontade dAquele que Me enviou e concluir a Sua obra” (João 4:34). Ajudar alguém sedento pela verdade era para Jesus mais revigorante e satisfatório do que comer ou beber.
Nosso Redentor anseia pelo amor e pela gratidão daqueles que resgatou com Seu sangue. Assim como uma mãe espera pelo primeiro sorriso de reconhecimento de seu bebê, um sinal de que a inteligência está despertando, Cristo aguarda pela expressão de amor e gratidão que indica o início da vida espiritual no coração.
A mulher, por sua vez, ficou radiante ao ouvir as palavras de Jesus. Largando o jarro, correu de volta à cidade para compartilhar com outros a mensagem que havia recebido. Ela se esqueceu completamente do propósito inicial de sua ida ao poço, e até mesmo de seu desejo de aliviar a sede de Jesus. Seu coração transbordava de alegria, e sua única preocupação agora era levar para os outros a luz que ela mesma havia recebido.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
