“Podem vocês fazer os convidados do noivo jejuar enquanto o noivo está com eles?” (Lucas 5:34).
Os discípulos de João começaram a questionar se as acusações dos fariseus contra Jesus poderiam ter algum fundamento. Eles, assim como os fariseus, seguiam muitas das tradições estabelecidas pelos rabinos, incluindo o jejum, que era visto como algo meritório. Alguns dos judeus mais rigorosos jejuavam até duas vezes por semana. Certo dia, quando os fariseus e os discípulos de João estavam jejuando, estes últimos foram até Jesus e perguntaram: “Por que nós e os fariseus jejuamos, mas os Teus discípulos não?”
Com ternura e paciência, Jesus respondeu. Ele não tentou corrigir diretamente o conceito equivocado que eles tinham sobre o jejum, mas desejava que compreendessem a essência de Sua missão. O próprio João Batista já havia dito: “A noiva pertence ao noivo. O amigo que presta serviço ao noivo e que o atende e o ouve, enche-se de alegria quando ouve a voz do noivo. Esta é a minha alegria, que agora se completa” (João 3:29). Certamente, os discípulos de João ainda se lembravam dessas palavras do seu mestre. Continuando com a mesma ilustração, Jesus explicou: “Podem vocês fazer os convidados do noivo jejuar enquanto o noivo está com eles?” (Lucas 5:34).
O Príncipe do Céu estava presente entre o Seu povo. O maior presente de Deus havia sido dado ao mundo. Havia motivos para alegria: alegria para os pobres, pois Ele viera para torná-los herdeiros de Seu reino; alegria para os ricos, pois Ele os ensinaria a buscar riquezas eternas; alegria para os ignorantes, pois Ele os tornaria sábios para a salvação; e alegria para os instruídos, pois Ele revelaria mistérios mais profundos do que jamais haviam compreendido. Não era o momento de tristeza ou jejum para os discípulos de Jesus. Eles deveriam abrir o coração para receber a luz de Sua glória e refletir essa luz sobre aqueles que viviam nas trevas e na sombra da morte.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
