“Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado” (Mateus 12:11 e 12).
Em outro sábado, enquanto Jesus estava na sinagoga, viu um homem com a mão atrofiada. Os fariseus o observavam atentamente, prontos para acusá-lO caso Ele agisse. Mas o Salvador não hesitou em desafiar as tradições humanas que haviam distorcido o verdadeiro significado do sábado. Chamando o homem doente para que se levantasse, Jesus perguntou: “O que é permitido fazer no sábado: o bem ou o mal, salvar a vida ou matar?” (Marcos 3:4). Entre os judeus, havia um ditado que dizia que não fazer o bem, quando se tem a oportunidade de fazê-lo, era equivalente a fazer o mal. Não salvar uma vida era considerado o mesmo que tirar uma vida. Com isso, Jesus colocou os rabinos diante de um dilema no terreno das próprias tradições deles. “Mas eles permaneceram em silêncio. Irado, olhou para os que estavam à sua volta e, profundamente entristecido por causa do coração endurecido deles, disse ao homem: ‘Estenda a mão’. Ele a estendeu, e ela foi restaurada” (Marcos 3:4 e 5).
Quando Lhe perguntaram: “É permitido curar no sábado?”, Jesus respondeu com uma ilustração prática: “Qual de vocês, se tiver uma ovelha e ela cair num buraco no sábado, não irá pegá-la e tirá-la de lá? Quanto mais vale um homem do que uma ovelha! Portanto, é permitido fazer o bem no sábado” (Mateus 12:10-12).
Os fariseus e espiões que o observavam não ousaram responder, pois sabiam que Jesus estava certo. Enquanto se preocupavam em proteger tradições, eles permitiam que uma pessoa continuasse sofrendo, mas não hesitavam em ajudar um animal que pudesse trazer prejuízo ao seu dono se não fosse resgatado. Assim, mostravam mais cuidado com os animais do que com os seres humanos.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
