“Jesus subiu a um monte e chamou a Si aqueles que Ele quis, os quais vieram para junto dEle. Escolheu doze, designando-os como apóstolos, para que estivessem com Ele, os enviasse a pregar” (Marcos 3:13 e 14).
Sob as sombras acolhedoras das árvores nas encostas das montanhas perto do mar da Galileia, Jesus chamou os doze discípulos e apresentou o Sermão do Monte. Para treiná-los, preferiu se afastar da agitação das cidades e levar as pessoas para as campinas e colinas, ambientes que refletiam melhor as lições de abnegação que Ele queria ensinar. Durante Seu ministério, Jesus costumava reunir o povo em locais ao ar livre — sob o céu azul, em colinas verdes ou nas praias do lago. Ali, Ele podia direcionar os pensamentos das pessoas das coisas artificiais para as belezas naturais. Nas lições tiradas do crescimento e desenvolvimento da natureza, ensinava preciosas verdades divinas.
Nesse momento, Jesus estava prestes a dar o primeiro passo para organizar a igreja que seria Sua representante na Terra após Sua partida. Embora não tivessem um templo grandioso, o Salvador escolheu um lugar tranquilo que Ele mesmo apreciava. Para os discípulos, as experiências sagradas daquele dia se ligaram para sempre à beleza do monte, do vale e do mar ao redor. Jesus havia chamado Seus discípulos para enviá-los ao mundo, para que contassem o que tinham visto e ouvido dEle. A missão deles era a mais importante já confiada a seres humanos, ficando atrás apenas da tarefa que o próprio Cristo realizava. Eles deveriam colaborar com Deus pela salvação da humanidade.
O Salvador conhecia profundamente o caráter de cada um daqueles que escolhera. Suas fraquezas e falhas estavam totalmente expostas diante dEle. Sabia os desafios que enfrentariam e, por isso, tinha compaixão por eles. Sozinho no monte, Jesus passou a noite inteira orando por Seus discípulos, enquanto eles descansavam ao pé do monte. Ao amanhecer, chamou-os para se reunirem com Ele e começarem sua missão.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
