“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9).
Omisericordioso encontrará misericórdia e o puro de coração verá a Deus. Todo pensamento impuro enfraquece o senso moral e tende a apagar as impressões do Espírito Santo. O Senhor pode perdoar — e perdoa — o pecador arrependido, mas, embora perdoado, o pecado deixa marcas no caráter. Todos que desejam ter uma compreensão clara da verdade espiritual devem se afastar de qualquer impureza de linguagem ou pensamento.
As palavras de Cristo vão além da contaminação ritualística que os judeus tanto evitavam. O egoísmo nos impede de contemplar a Deus. Até que renunciemos ao egoísmo, não seremos capazes de entender Aquele que é amor. Somente um coração altruísta, um espírito humilde e confiante verá Deus como “compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade” (Êxodo 34:6).
“Bem-aventurados os pacificadores” (v. 9). O mundo é hostil à Lei de Deus; os pecadores são hostis ao seu Criador. Como resultado, eles se tornam hostis uns aos outros. Planos humanos não conseguem gerar paz porque não tocam o coração. O único poder que pode criar verdadeira paz é a graça de Cristo. Quando essa graça é plantada no coração, ela afasta as paixões ruins que causam conflitos e separações.
O povo chegou a acreditar que a felicidade estava em ter as coisas deste mundo, e que fama e honra eram algo a ser desejado. Era muito bom ser chamado de “rabino” e ser adulado como sábio e líder religioso. Mas Jesus declarou que a honra terrena era o máximo que essas pessoas receberiam. Um poder convincente acompanhava Suas palavras. Muitos ficavam convencidos de que o Espírito de Deus estava agindo através desse Mestre notável. Depois de explicar como alcançar a verdadeira felicidade, Jesus mostrou qual era o dever dos Seus discípulos.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
