“Vão para casa e contem o que Deus fez por vocês” (Lucas 8:39).
Os moradores de Gergesa estavam tão preocupados em proteger seus interesses materiais que trataram Jesus, Aquele que havia derrotado o príncipe das trevas diante deles, como um intruso. Rejeitaram o Dom do Céu, mandando-O embora. Ainda hoje, muitas pessoas fazem o mesmo. Recusam-se a obedecer à palavra de Cristo porque sabem que isso pode exigir o sacrifício de algo que valorizam no mundo material. Temendo prejuízos financeiros ou perdas seculares, rejeitam Sua graça e afastam o Espírito de Deus da vida.
Já os homens que haviam sido libertos dos demônios desejavam permanecer ao lado do Libertador. Estavam seguros em Sua presença, longe do poder dos espíritos malignos que haviam arruinado a vida e roubado tantos de seus melhores anos. Quando Jesus estava prestes a entrar no barco, eles ficaram ao Seu lado e imploraram para que Ele os levasse junto.
Mas Jesus, com um propósito maior, pediu que voltassem para casa e contassem às pessoas sobre as grandes coisas que Deus havia feito por eles. Ali mesmo, na região de Decápolis, havia trabalho para eles. Precisavam levar as boas-novas aos pagãos e compartilhar as bênçãos que haviam recebido. Mesmo sendo difícil se separar do Salvador, eles obedeceram.
Certamente, enfrentar desafios seria inevitável. O isolamento em que viveram por tanto tempo poderia parecer um obstáculo ao trabalho que Jesus lhes havia confiado. No entanto, assim que compreenderam o dever que o Mestre lhes mostrou, aceitaram de coração o chamado. Começaram a percorrer toda Decápolis, proclamando o poder de Jesus para salvar e relatando como foram libertos dos demônios. Por meio desse trabalho, receberam uma bênção maior do que se tivessem continuado junto de Jesus. Quando compartilhamos a boa-nova da salvação, somos levados a nos aproximar ainda mais do Salvador.
Esses dois homens restaurados foram os primeiros missionários que Jesus enviou para pregar na região de Decápolis. Embora tivessem ouvido os ensinamentos do Mestre por apenas alguns momentos, a própria vida transformada era a maior evidência de que Jesus era o Messias.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
