“Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado” (João 6:12).
Para aquela vasta multidão cansada e faminta, a refeição simples que Jesus forneceu era mais do que comida; era uma prova do Seu poder e, principalmente, do Seu terno cuidado com as necessidades do dia a dia. O Salvador nunca prometeu luxo para os Seus seguidores. Talvez eles precisassem viver com alimentos simples, ou até mesmo enfrentar escassez, e a pobreza poderia limitar sua vida. No entanto, Sua palavra é uma garantia de que suas necessidades seriam supridas. Além disso, Ele prometeu algo muito superior aos bens materiais: o consolo da Sua presença.
Todos os dias, Deus realiza milagres semelhantes ao da multiplicação dos pães e peixes, por meio das plantações da Terra. Usando os agentes naturais, Ele faz o mesmo que Jesus fez ao alimentar aquela multidão. As pessoas preparam o solo e lançam as sementes, mas é a vida que vem de Deus que faz o grão germinar. É Ele quem sustenta milhões com as colheitas que brotam dos campos. Contudo, muitas vezes o que pertence ao poder divino é atribuído às causas naturais ou aos esforços humanos. Assim, as pessoas glorificam a si mesmas em vez de glorificarem a Deus, e transformam as dádivas divinas em maldição, e não em bênção.
Cristo realizou Seus milagres com o propósito de nos ensinar a reconhecer Deus como a fonte de todas as bênçãos. Ele quer que vejamos em Suas dádivas a mão divina que sustenta a vida.
Após alimentar a multidão, Jesus notou que havia sobrado muita comida. Ele disse aos discípulos: “Ajuntem os pedaços que sobraram. Que nada seja desperdiçado” (João 6:12). Essa ordem tinha duas lições importantes. A primeira: não devemos desperdiçar nada; cada pedaço deve ser guardado e usado para aliviar a fome dos necessitados. A segunda: esse cuidado com as coisas materiais também deve se aplicar às espirituais.
Os que experimentaram aquele milagre ficaram tão impactados que desejavam compartilhar com seus amigos em casa o pão que Cristo havia abençoado. Da mesma forma, aqueles que participam do banquete espiritual devem repartir o pão do Céu — as palavras de vida que satisfazem a fome da alma. Aquilo que aprenderam das coisas maravilhosas de Deus deveria ser repetido e compartilhado. Nada do que é dado por Deus deve ser desperdiçado, pois tudo tem o potencial de alimentar, curar e transformar vidas.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
