“Pois o pão de Deus é Aquele que desceu do Céu e dá vida ao mundo” (João 6:33).
Por um momento, as palavras de Jesus despertaram o interesse dos ouvintes. Eles perguntaram: “O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus requer?” (João 6:28). A pergunta, na verdade, queria dizer: “O que devemos fazer para merecer o Céu? Que preço precisamos pagar para obter a vida eterna?”
Jesus respondeu de forma direta: “A obra de Deus é esta: crer nAquele que Ele enviou” (João 6:29). Em outras palavras, o preço do Céu é Jesus, e o caminho para a vida eterna é a fé no Cordeiro de Deus.
Embora Jesus tivesse realizado exatamente as obras que a profecia indicava que o Messias faria, o povo não via nelas aquilo que suas ambições egoístas esperavam. Durante os dias de Moisés, Israel foi alimentado com o maná por 40 anos, e muitos acreditavam que o Messias traria bênçãos ainda maiores. Eles questionavam: por que Jesus não dava saúde, força e riquezas a todo o povo? Por que Ele não os libertava de seus opressores e lhes concedia poder e honra? Ele dizia ser o Enviado de Deus, mas se recusava a ser o rei de Israel. Para eles, isso era um mistério que não conseguiam compreender. Alguns até especulavam se Jesus não reivindicava Seu reino porque, talvez, Ele mesmo duvidasse do caráter divino de Sua missão.
Com certo sarcasmo, um rabino questionou: “Que sinal miraculoso mostrarás para que O vejamos e creiamos em Ti? Que farás? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto; como está escrito: ‘Ele lhes deu a comer pão do céu’” (João 6:30-31).
Jesus respondeu: “Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu o pão do Céu” (João 6:32). Aquele que havia dado o maná estava agora entre eles. Era o próprio Cristo quem havia guiado os hebreus no deserto e os alimentado diariamente com pão enviado do Céu. No entanto, esse maná era apenas um símbolo do verdadeiro Pão do Céu. O Espírito que dá vida é o verdadeiro Maná. Jesus declarou: “Pois o pão de Deus é Aquele que desceu do Céu e dá vida ao mundo” (João 6:33).
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
