“Enquanto Ele orava, a aparência de Seu rosto se alterou, e Sua roupa se tornou branca e resplandecente” (Lucas 9:29).
Anoite estava chegando quando Jesus chamou Pedro, Tiago e João para subirem com Ele até uma parte isolada da montanha. Eles haviam passado o dia viajando e ensinando, e a subida já os deixava mais cansados. Logo o sol se pôs, e a escuridão os envolveu. As trevas ao redor pareciam refletir a tristeza que começava a tomar conta de sua vida, como nuvens escuras que se aproximam.
Os discípulos não ousaram perguntar a Jesus para onde estavam indo ou qual era o propósito daquela subida. Muitas vezes, já tinham passado noites inteiras em montanhas orando. Jesus sempre Se sentia à vontade no meio da natureza, gostando da paz que ela transmitia. No entanto, os discípulos se perguntavam por que Ele os levava até aquele lugar tão íngreme, justamente quando todos estavam exaustos, inclusive Ele.
Não demorou para que Jesus dissesse que não precisavam ir mais adiante. Após Se afastar um pouco, o Homem de dores derramou Suas lágrimas em oração, em profunda angústia. Ele pedia forças para enfrentar a prova em favor da humanidade e buscava renovar Sua comunhão com o Pai porque, somente assim, poderia encarar o que estava por vir. Com o coração aberto, Ele expressou o desejo de que a fé dos discípulos não enfraquecesse. O orvalho se acumulava sobre Seu corpo prostrado, mas Ele não Se importava com isso. O tempo passou lentamente.
No início, os discípulos se uniram em oração com Ele, mas, após um tempo, o cansaço os fez adormecer. Jesus havia falado sobre Seus sofrimentos e, para aliviar a tristeza que sentiam, queria -lhes que a fé deles não seria em vão. No entanto, nem todos, nem mesmo os doze, poderiam receber a revelação que Ele desejava compartilhar. Jesus escolheu apenas os três discípulos — Pedro, Tiago e João — para serem testemunhas da Sua angústia no Getsêmani e, agora, para estar com Ele naquele momento especial na montanha.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
