“Vocês não sabem de que espécie de espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los” (Lucas 9:55).
No entanto, Jesus “partiu resolutamente em direção a Jerusalém”, determinado a cumprir a vontade do Pai. Desde jovem, Ele havia afirmado: “[Vocês] não sabiam que Eu devia estar na casa de Meu Pai?” (Lucas 2:49). No plano divino, o momento de Se sacrificar pelos nossos pecados estava se aproximando, e Ele não iria hesitar nem Se desviar desse propósito. Seus inimigos já estavam conspirando há algum tempo para matá-lO; agora, Ele Se ofereceria voluntariamente.
Jesus “enviou mensageiros à Sua frente”, e estes chegaram a um povoado samaritano. Contudo, os habitantes se recusaram a recebê-lO, pois Ele estava a caminho de Jerusalém. Eles não percebiam que estavam rejeitando o maior presente do Céu. Por preconceito e intolerância, os samaritanos perderam a oportunidade de receber a salvação.
Tiago e João, que foram enviados como mensageiros de Cristo, ficaram indignados pelo tratamento rude dos samaritanos e pela recusa em lhes dar hospedagem. Irritados, sugeriram a Jesus: “Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?” No entanto, ficaram surpresos com a repreensão de Jesus: “Vocês não sabem de que espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los” (Lucas 9:54-55). Então, Ele seguiu para outro povoado.
A missão de Cristo nunca foi forçar ninguém a aceitá-lO. Ele busca um serviço voluntário, uma entrega do coração movida pelo amor. Não há sinal mais claro de que estamos cheios do espírito de Satanás do que o desejo de prejudicar ou destruir aqueles que rejeitam o nosso trabalho ou discordam das nossas ideias. Nada é mais ofensivo a Deus do que, por intolerância religiosa, causar sofrimento àqueles que Ele veio salvar, e que foram comprados pelo sangue do Salvador.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
