“Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (João 11:21).
Para todos os que buscam sentir a mão de Deus guiando sua vida, o momento de maior desânimo é frequentemente a introdução da ajuda divina. Mais tarde, ao olharem para trás, eles verão os períodos mais escuros do caminho com gratidão, percebendo como Deus os trouxe através da tentação e prova, fortalecendo sua fé e enriquecendo sua experiência. Cristo havia deliberadamente demorado a ir até Betânia para que pudesse realizar um milagre extraordinário: a ressurreição de Lázaro. Ele queria dar ao povo teimoso e descrente mais uma evidência de que Ele era verdadeiramente “a ressurreição e a vida”. Seu amor por Israel ainda o motivava, e Ele estava determinado a lhes dar uma prova adicional de que somente Ele poderia trazer vida e imortalidade. Essa foi a razão de Sua demora.
Ao chegar a Betânia, Jesus enviou discretamente um mensageiro para informar as irmãs de Sua presença. Ele escolheu permanecer em um lugar tranquilo, próximo, pois o barulho e a confusão típicos das cerimônias de luto dos judeus não estavam em harmonia com Seu espírito. Ele ouvira os gritos dos pranteadores e sabia que alguns de Seus mais ferrenhos inimigos estavam entre eles. Por isso, evitou tornar Sua presença imediatamente conhecida. A mensagem chegou a Marta de forma tão discreta que Maria nem percebeu. Marta, então, saiu para encontrar Jesus, enquanto Maria permaneceu em casa, quieta em sua dor. O coração de Marta estava cheio de emoções conflitantes. Quando olhou para Jesus, reconheceu a mesma ternura e amor de sempre em Seu rosto. Contudo, o pensamento de seu irmão morto a encheu de dor. Com um coração pesado, por acreditar que a presença de Cristo antes poderia ter mudado tudo, Marta disse: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”. Essas palavras haviam sido repetidas várias vezes pelas duas irmãs enquanto lamentavam a perda.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
