“Ela praticou uma boa ação para comigo. Pois os pobres vocês sempre terão com vocês, e poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a Mim vocês nem sempre terão. Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em Meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento” (Marcos 14:6-8).
Oato de Maria, repleto de amor e humildade, expôs o orgulho de Judas, deixando-o envergonhado. Em sua tentativa de justificar a crítica ao gesto dela, ele declarou: “Por que este perfume não foi vendido, e o dinheiro dado aos pobres? Seriam trezentos denários” (João 12:5). Contudo, como o evangelho explica, Judas não disse isso por se importar com os pobres, mas porque era ladrão. Se o perfume tivesse sido vendido e o dinheiro entregue às suas mãos, nada teria chegado aos necessitados.
Judas, como tesoureiro, sentia-se superior aos outros discípulos, e havia conquistado influência sobre eles. Sua aparente preocupação com os pobres enganava os colegas. Logo, suas críticas se espalharam pela mesa: “Por que este desperdício? Este perfume poderia ser vendido por alto preço, e o dinheiro dado aos pobres”.
Maria ouviu as palavras de reprovação, e isso a deixou abalada. Ela temia que sua irmã também a criticasse por tamanha extravagância e, ainda pior, que o próprio Mestre a considerasse esbanjadora. Estava a ponto de sair de fininho da sala, quando a voz de Jesus a deteve: “Deixem-na em paz. [...] Por que a estão perturbando?” (Marcos 14:6). Com plena compreensão do que Maria fizera, Jesus declarou que aquele gesto era um agradecimento pelo perdão dos pecados.
Falando mais alto que as críticas, Jesus continuou: “Ela praticou uma boa ação para comigo. Pois os pobres sempre estarão com vocês, e vocês poderão ajudá-los sempre que o desejarem. Mas a Mim vocês nem sempre terão. Ela fez o que pôde. Derramou o perfume em Meu corpo antecipadamente, preparando-o para o sepultamento” (Marcos 14:7 e 8).
Maria havia planejado ungir o corpo sem vida do Salvador com o caro perfume, mas, ao derramá-lo sobre Ele enquanto estava vivo, sua ação teve um significado ainda mais profundo. Se o perfume fosse usado no sepultamento, só encheria a tumba com sua fragrância. Agora, porém, alegrou o coração de Jesus. Demonstrar amor enquanto o Salvador ainda podia perceber sua devoção foi como ungir o Senhor para o sepultamento que se aproximava.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
