“Quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim” (João 12:32).
Jesus contemplou a cruz, com toda a sua crueldade e vergonha, e viu nela uma glória resplandecente. Ele sabia que, ao Se tornar o sacrifício expiatório pelo pecado humano, o mundo seria iluminado. O poder de Satanás sobre a humanidade seria quebrado. A imagem de Deus, desfigurada pelo pecado, seria restaurada nos homens e mulheres, e a família dos santos herdaria o lar celestial prometido.
Mas a redenção da humanidade não era o único propósito da cruz. Ela revelaria o amor de Deus a todo o universo. Ela refutaria para sempre as acusações de Satanás contra o Céu. Ela atrairia anjos e seres humanos para o Redentor. Quando disse: “Quando for levantado da terra, atrairei todos a Mim” (João 12:32), Cristo declarou que Sua morte alcançaria dimensões cósmicas, iluminando todos os que buscassem a verdade.
Muitas pessoas cercavam Jesus enquanto Ele falava essas palavras. No entanto, “mesmo depois que Jesus fez todos aqueles sinais miraculosos, não creram nEle” (João 12:37). Ele havia realizado incontáveis milagres, mas os corações endurecidos se recusaram a aceitar o que viam. Mesmo com o testemunho da voz do Pai, negaram-se a crer.
Entre os líderes judeus, alguns creram secretamente em Jesus. Contudo, “por causa dos fariseus, não confessavam a sua fé, com medo de serem expulsos da sinagoga” (João 12:42). Temeram mais a desaprovação humana do que a rejeição divina. Preferiram a aceitação temporária ao convite eterno de vida. Aqueles que recusaram reconhecer o momento da sua oportunidade enfrentaram terríveis consequências. Lenta e dolorosamente, Jesus deixou os pátios do templo pela última vez. Suas palavras para os sacerdotes e líderes religiosos ecoavam com peso profético: “Eis que a casa de vocês ficará deserta” (Mateus 23:38). O significado dessas palavras os atormentava. Poderia o magnífico templo, o orgulho da nação, transformar-se em ruínas? A possibilidade os enchia de terror, mas seu coração endurecido continuava a rejeitar o Único que os poderia salvar.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
