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Meditação do Pôr do Sol · 31 de agosto de 2026

Jesus e os discípulos celebram a Páscoa

Lucas 22:17-18

“Recebendo um cálice, Ele deu graças e disse: ‘Tomem isto e partilhem uns com os outros. Pois Eu lhes digo que não beberei outra vez do fruto da videira até que venha o Reino de Deus’” (Lucas 22:17-18).

Cristo e Seus discípulos se reuniram para celebrar a Páscoa. O Salvador sabia que Sua hora tinha chegado. Ele era o verdadeiro Cordeiro pascal, e no mesmo dia em que se celebrava a Páscoa, Ele deveria ser sacrificado. Restavam-Lhe apenas algumas horas de tranquilidade, e quis usá-las para o benefício dos discípulos.

A vida de Cristo foi marcada por um serviço altruísta. “Não veio para ser servido, mas para servir” (Mateus 20:28) foi a lição que Ele ensinou com cada um de Seus atos. Mas os discípulos ainda não haviam compreendido essa lição. Naquela última Páscoa, Jesus estava perturbado. Seu rosto estava sombrio, e os discípulos perceberam que algo estava pesando em Sua mente. Enquanto se sentavam à mesa, Ele disse: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer. Pois Eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se cumpra no Reino de Deus”. Depois de tomar o cálice, Ele deu graças e disse: “Tomem isto e compartilhem entre vocês. Pois Eu lhes digo que não beberei novamente do fruto da videira até que venha o Reino de Deus” (Lucas 21:15-18).

Cristo estava à sombra da cruz, e a dor torturava Seu coração. Ele sabia que os discípulos O abandonariam. Sabia que seria condenado à morte por meio de um dos mais humilhantes e dolorosos processos aplicados aos criminosos. Sabia o grau de crueldade e ingratidão que o povo a quem veio salvar manifestaria. Sabia também que, para muitos, Seu sacrifício seria inútil. Ciente de tudo o que estava por vir, era natural que Se sentisse abatido com o pensamento de Sua humilhação e sofrimento. No entanto, Ele não pensou em Si mesmo. Sua principal preocupação estava nos discípulos.

Naquela última noite, Jesus tinha muito a dizer, mas percebeu que eles não conseguiriam entender tudo. Ao olhar para o rosto de cada um, as palavras ficaram presas em Seus lábios. Houve momentos de silêncio. Os discípulos também estavam inquietos. Os olhares trocados entre eles revelavam inveja e conflitos.

Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White

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