“Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20:28).
Cristo deu aos discípulos um exemplo que eles jamais esqueceriam. Seu amor por eles não era fácil de ser abalado. Ele estava consciente da própria divindade, mas deixou de lado a coroa real e assumiu o papel de servo. Um dos últimos atos de Sua vida na Terra foi Se vestir como servo e agir como tal.
Antes da Páscoa, Judas já havia feito os preparativos para entregar Jesus nas mãos dos sacerdotes e príncipes. Os discípulos nada sabiam sobre as intenções de Judas. Somente Jesus sabia de seu segredo, mas preferiu não expô-lo. Ele demonstrava por Judas o mesmo tipo de preocupação que dedicou a Jerusalém, quando chorou sobre a cidade condenada.
Judas sentiu o poder do amor de Jesus. Enquanto as mãos do Salvador lavavam os pés empoeirados e os enxugavam com a toalha, o coração de Judas ficou tocado, e ele teve o impulso de confessar ali mesmo seus pecados. Porém, não estava disposto a se humilhar. Endureceu o coração contra o arrependimento, e os velhos impulsos voltaram a controlá-lo. Judas se ofendeu com o gesto de Cristo, que lavava os pés de Seus discípulos. Pensou consigo mesmo: “Se Jesus foi capaz de Se humilhar dessa maneira, então Ele não pode ser o rei de Israel”. Após ver Jesus Se rebaixando — na opinião de Judas —, o discípulo reafirmou sua decisão de negar o Salvador, e se convenceu de que havia sido enganado. Dominado por um demônio, ele decidiu completar a tarefa de trair seu Senhor.
Quando escolheu seu lugar à mesa, Judas fez questão de ficar na posição de destaque, e Cristo, como servo, o atendeu primeiro. João ficou por último, mas não interpretou isso como uma repreensão ou motivo para se ofender.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
