“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males; e alguns, em covardia, se desviaram da fé e se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6:10).
Com satisfação, Judas se orgulhava de acreditar que a igreja teria passado por muitos vexames se ele não tivesse habilidades de gestor. Do seu ponto de vista, sua própria presença era uma honra para a causa, e era assim que sempre se via.
Cristo o colocou em uma posição em que poderia enxergar a própria fraqueza de caráter e corrigi-la, mas Judas preferiu seguir seu desejo de ganhar dinheiro. As pequenas quantias que ele recebia eram uma tentação constante. Quando fazia pequenos serviços para Cristo, aproveitava para se remunerar com esses recursos escassos. Para ele, essas desculpas justificavam seu ato, mas, aos olhos de Deus, ele era apenas um ladrão.
Judas havia traçado um plano e esperava que Cristo o seguisse. Ele imaginava que Jesus libertaria João Batista da prisão, mas João ficou preso e acabou morto. Em vez de vingar a morte de João, Jesus Se retirou para o interior do país. Judas desejava uma atitude mais agressiva. Ele acreditava que, se Jesus não impedisse os discípulos de seguirem seus próprios planos, o trabalho teria mais sucesso. Judas havia visto como Jesus deixava os líderes judeus sem resposta quando pediam um sinal do Céu. Seu coração começava a se encher de descrença, e o inimigo alimentava seus pensamentos de rebelião. Por que Jesus falava tanto sobre provações e perseguições? Será que suas esperanças de obter uma posição de destaque no reino seriam frustradas?
Judas estava sempre promovendo a ideia de que Cristo governaria como rei em Jerusalém. Durante o milagre da multiplicação dos pães, foi Judas quem sugeriu a ideia de forçar Jesus a Se tornar rei. Suas esperanças eram altas, mas amarga foi a decepção que sentiu.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
