“Prendam-nO” (Mateus 26:48).
Até a festa na casa de Simão, Judas nunca havia reclamado abertamente. No entanto, quando Maria ungiu os pés de Jesus, Judas revelou sua atitude gananciosa. Quando Jesus o repreendeu, seu orgulho ferido e o desejo de vingança derrubaram suas barreiras. Essa é a experiência de quem insiste em brincar com o pecado.
Ainda assim, Judas não estava completamente endurecido. Mesmo depois de se comprometer duas vezes a trair o Salvador, ele teve uma última chance de se arrepender. Na ceia pascoal, Jesus incluiu Judas com ternura, servindo-lhe. Mas Judas não respondeu ao último apelo de amor. Os pés que Jesus havia lavado agora saíram para cumprir a missão de traidor. Judas raciocinou que, se realmente fosse necessário que Jesus morresse, o evento aconteceria de qualquer maneira. Ele acreditava que sua ação não mudaria o destino. Se Jesus não tivesse que morrer, a traição do discípulo apenas O forçaria a Se libertar. Judas se convenceu de que havia feito um grande negócio ao trair seu Senhor.
Judas não acreditava que Cristo permitiria que O prendessem. Ao traí-lO, ele queria dar uma lição em Jesus, esperando que Ele passasse a tratá-lo com mais respeito dali em diante. Muitas vezes, quando os fariseus e escribas haviam tentado apedrejar Jesus, Ele escapara. Se o Mestre já havia Se livrado de tantas armadilhas, certamente não seria preso.
Judas decidiu fazer um teste. Se Jesus realmente fosse o Messias, o povo O proclamaria rei. Judas acreditava que, assim, o povo o reconheceria por ter colocado o rei no trono de Davi, garantindo para si o primeiro lugar ao lado de Cristo no novo reino.
No jardim, Judas disse aos líderes da multidão: “Prendam-no” (Mateus 26:48). Ele estava certo de que Jesus escaparia. E, se o culpassem por isso, ele poderia dizer: “Eu não disse que era para prendê-lO?”
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
