“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).
Jesus não deixou Pilatos sem mais esclarecimentos. De forma clara, Ele fez Pilatos entender que não estava em busca de um trono terreno.
“Meu Reino não é deste mundo”, disse. “Se fosse, os Meus servos lutariam para impedir que os judeus Me prendessem. Mas agora o Meu Reino não é daqui”. Pilatos, então, disse: “Então, Você é rei!” Jesus respondeu: “Você diz que sou rei. De fato, por essa razão nasci e para isso vim ao mundo: para testemunhar a verdade. Todos os que são da verdade Me ouvem” (vers. 36 e 37). Cristo queria que Pilatos compreendesse que somente ao receber e entender a verdade é que sua natureza, que estava destruída, poderia ser restaurada.
A mente de Pilatos estava confusa. Seu coração foi tocado por um grande desejo de saber o que era realmente a verdade e como poderia alcançá-la. “O que é a verdade?”, perguntou. Mas não esperou pela resposta. Os sacerdotes estavam exigindo uma ação imediata. Saindo aonde estavam os judeus, Pilatos declarou enfaticamente: “Não encontro nEle motivo algum para acusação” (vers. 38).
Quando os sacerdotes e anciãos ouviram isso de Pilatos, ficaram furiosos e desapontados. Ao verem que Pilatos poderia soltar Jesus, estavam dispostos a atacá-lO. Gritando alto, começaram a denunciar Pilatos e ameaçá-lo com a censura do governo romano. Acusaram-no de se recusar a condenar Jesus alegando que Ele tinha se posicionado contra César. Vozes raivosas diziam que a influência de Jesus para incitar uma revolta era amplamente conhecida em todo o país. “Ele está subvertendo o povo em toda a Judeia com Seus ensinamentos. Começou na Galileia e chegou até aqui” (Lucas 23:5). Até aquele momento, Pilatos não pensava em condenar Jesus. Ele sabia que os judeus O haviam acusado movidos pelo ódio e pelo preconceito.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
