“Mais uma vez, Pilatos saiu e disse aos judeus: Vejam, eu O estou trazendo a vocês para que saibam que não encontro nEle motivo algum de acusação” (João 19:4).
Foi nesse instante que Pilatos mostrou sua fraqueza. Jesus era inocente, mas o governador estava disposto a sacrificar a justiça a fim de calar os acusadores de Cristo. Isso o colocou em desvantagem, e a multidão se aproveitou da sua indecisão. Se desde o começo Pilatos tivesse se mantido firme, recusando-se a condenar o Homem em quem não havia encontrado crime algum, teria quebrado a corrente fatal que o manteria preso ao remorso pelo resto da vida. Cristo teria sido levado à morte, mas a culpa não cairia sobre o governador romano. No entanto, Pilatos tinha gradualmente violado sua consciência, e agora se encontrava quase impotente nas mãos dos sacerdotes e líderes religiosos.
Nem mesmo naquele momento Pilatos foi deixado a agir sem clareza. Um anjo visitou sua esposa em sonho, no qual ela conversava com o Salvador. A esposa de Pilatos não era judia, mas, ao olhar para Jesus em seu sonho, soube que Ele era o Príncipe de Deus. Ela viu Pilatos entregando Jesus ao castigo, depois de ter declarado: “Não vejo motivo algum para acusá-lO”. Também a viu entregando Cristo aos Seus assassinos. Viu a cruz sendo erguida, a Terra envolta em trevas e ouviu o misterioso grito — “Está consumado!” Outra cena ainda impressionou sua visão. Ela viu Cristo sentado em uma grande nuvem branca, enquanto Seus assassinos fugiam de Sua gloriosa presença. Com um grito de terror, ela acordou e escreveu uma mensagem de advertência para Pilatos.
Um mensageiro abriu caminho entre a multidão e entregou o bilhete de sua esposa, que dizia: “Não se envolva com este homem inocente, porque hoje, em sonho, sofri muito por causa dEle” (Mateus 27:19).
Pilatos empalideceu. Seus sentimentos conflitantes o deixaram confuso. Enquanto ele hesitava em agir, os sacerdotes e líderes religiosos estavam incitando a multidão. Foi então que ele se lembrou de uma prática que poderia ser usada para libertar Cristo.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
