“Pilatos então lhes perguntou: ‘Que farei com Jesus, chamado o Cristo?’ ‘Seja crucificado!’ responderam todos” (Mateus 27:22).
Pilatos apresentou Jesus ao povo e disse: “Aqui está o Rei de vocês!” Mas logo surgiram gritos furiosos: “Mata! Mata! Crucifica-O!” Com uma voz forte que ecoou por todos os lados, Pilatos perguntou: “Devo crucificar o Rei de vocês?” Mas, de forma blasfema, eles responderam: “Não temos outro rei senão César!” (vers. 14 e 15).
Ao escolher um governador romano, o povo de Israel rejeitou Deus como seu Rei. A partir daquele momento, só reconheceriam César como o rei deles. Os líderes religiosos, como os sacerdotes e mestres, haviam guiado o povo a essa escolha, sendo eles responsáveis por essa rejeição e por todas as consequências terríveis que viriam a seguir. O pecado da nação e sua queda foram causados por seus próprios líderes espirituais.
Quando Pilatos percebeu que não estava conseguindo resolver a situação e que a multidão estava se enfurecendo ainda mais, ele mandou trazer água, lavou as mãos diante de todos e declarou: “Estou inocente do sangue deste Homem; a responsabilidade agora é de vocês” (Mateus 27:24). Pilatos olhou para Jesus e pensou: “Ele é um Deus”. Virando-se para o povo, disse: “Eu estou limpo desse sangue. Vocês podem crucificá-lO, mas eu O considero justo. Que Aquele que Ele chama de Seu Pai julgue vocês por tudo o que fizeram aqui, não a mim”. E se dirigiu a Jesus, pedindo: “Perdoe-me por este ato. Eu não posso salvar Você”. Depois de mais uma sessão de açoitamento, Pilatos entregou Jesus para ser crucificado.
Pilatos queria libertar Jesus, mas sabia que não conseguiria fazer isso sem perder o seu cargo. Ele preferiu sacrificar uma vida inocente a arriscar seu poder na Terra. Quantos, de maneira semelhante, sacrificam seus princípios! Quando a consciência e o dever apontam para um caminho e o interesse próprio puxa para outro, as pessoas acabam se entregando ao erro. A corrente da vida vai para a direção errada, e todos os que aceitam o mal são arrastados para a escuridão da culpa.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
