A igreja de Deus e a mordomia · Aula 7
Mordomia: dízimo, primícias, ofertas e talentos
Malaquias 3:8-10"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na Minha casa, e provai-Me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do Céu."
Malaquias 3:10
De acordo com Salmos 24:1, tudo pertence ao Senhor (1 Crônicas 29:11 e 12). Sejam grandes ou pequenas nossas posses, são nossas unicamente em confiança. Portanto, a Deus devemos prestar contas de nossa vida, força, habilidades, tempo, talentos, oportunidades e meios (1 Coríntios 4:1 e 2; Mateus 25:14-30).
Os homens [...] parecem pensar que têm o direito de fazer com seus meios o que bem lhes aprouver, não importando o que o Senhor tenha ordenado ou qual seja a necessidade de seus semelhantes. Esquecem-se de que tudo o que reclamam como seu simplesmente lhes foi entregue em confiança.
— Conselhos sobre mordomia, p. 200
O dinheiro é de grande valor, porque pode realizar grande bem. Nas mãos dos filhos de Deus, é alimento para o faminto, água para o sedento, vestido para o nu. É proteção para o opresso e meio para socorrer o enfermo. Porém, o dinheiro não é de mais valor do que a areia, a não ser que o empreguemos para prover às necessidades da vida, para bênção de outros e para o desenvolvimento da obra de Cristo.
— Parábolas de Jesus, p. 351
Mordomos fiéis e sábios
Um mordomo fiel e sábio é cuidadoso com o que Deus lhe deu (Mateus 24:45-47; 2 Tessalonicenses 3:10-13; Provérbios 11:24 e 25). Ainda que acreditemos que Jesus virá em breve, também recebemos instrução de que "se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo" (1 Timóteo 5:8). Portanto, como indivíduos, devemos presentemente fazer provisão para o futuro incerto até que nosso Salvador surja (Lucas 19:13).
"Negociai até que eu venha" (Lucas 19:13). A expectativa da vinda não autoriza imprudência financeira nem descuido com a própria família — 1 Timóteo 5:8 é citado no mesmo parágrafo, e é duro.
Dízimo
Em reconhecimento à propriedade de Deus sobre todas as coisas, somos solicitados a devolver para Ele um décimo — o dízimo — de todos os nossos ganhos (Levítico 27:30-33; Mateus 23:23; 1 Coríntios 9:14). A Bíblia ensina que reter o dízimo é violação do oitavo mandamento (Êxodo 20:15; Malaquias 3:8 e 9).
Sob o sacerdócio após a ordem de Melquisedeque, Deus ainda reivindica nossos dízimos (Hebreus 7:1-8). O dízimo do Senhor deve retornar para Ele regularmente através da tesouraria da igreja da qual a pessoa seja membro ou que ela frequente (Deuteronômio 12:5 e 6; Neemias 13:11 e 12). Nossa prosperidade depende da fidelidade a esse princípio (Provérbios 3:9 e 10; Malaquias 3:10 e 11).
Examine cada qual suas rendas com regularidade, pois são, todas elas, bênção de Deus. Ponha de parte o dízimo como fundo separado, para ser sagradamente do Senhor. Em caso nenhum deve ser esse fundo dedicado a qualquer outro uso. Deve ser dedicado unicamente ao sustento do ministério do evangelho. Depois de o dízimo ser posto à parte, sejam as dádivas e ofertas proporcionais: 'conforme a sua prosperidade'.
— Conselhos sobre mordomia, p. 81
Para que o dízimo NÃO serve
É-me ordenado dizer-lhes que estão cometendo um erro em aplicar os dízimos a vários fins, os quais, embora bons em si mesmos, não são aquilo em que o Senhor disse que o dízimo deve ser aplicado. [...] Um raciocina que o dízimo pode ser aplicado para fins escolares. Outros argumentam ainda que os colportores devem ser sustentados com o dízimo. Comete-se grande erro quando se retira o dízimo do fim em que deve ser empregado — o sustento dos pastores.
— Testemunhos para a igreja, vol. 9, p. 248 e 249
Provisões têm de ser feitas para esses outros ramos da obra. Eles devem ser mantidos, mas não pelo dízimo. Deus não mudou; o dízimo tem de ser ainda empregado para a manutenção do ministério.
— Testemunhos para a igreja, vol. 9, p. 250
Há uma aplicação expressamente admitida: "Tem sido comunicada luz positiva para que os que ministram em nossas escolas ensinando a Palavra de Deus, explicando as Escrituras, educando os alunos nas coisas divinas, sejam sustentados com o dinheiro do dízimo" (Conselhos sobre mordomia, p. 103).
A régua é o MINISTÉRIO DA PALAVRA, não a instituição. Quem ensina a Palavra numa escola está no alcance do dízimo; uma obra boa que não seja ministério da Palavra deve ser mantida por ofertas, e não por ele.
Muitos confessaram não ter devolvido o dízimo durante anos. Sabemos que Deus não pode abençoar os que O estão roubando, e que a igreja tem de sofrer em conseqüência dos pecados de seus membros individualmente." "Um décimo de toda a renda era reclamada pelo Senhor como Lhe pertencendo. Reter o dízimo era por Ele considerado como roubo.
— Conselhos sobre mordomia, p. 95; Atos dos apóstolos, p. 336
Primeiros frutos
Assim como Deus salvou os primogênitos na última praga no Egito, Ele reclama como Sua a primeira porção de todos os nossos ganhos (Êxodo 23:19; Levítico 23:10; Provérbios 3:9).
Ofertas voluntárias
Enquanto Deus reclama um décimo da nossa renda como dever para com Ele, dá-nos os nove décimos restantes para serem usados como nosso amor a Ele sugerir. A medida do nosso amor a Deus é revelada na liberdade e na alegria com as quais damos para Sua causa na Terra ofertas voluntárias, que devem ser proporcionais à nossa prosperidade (Êxodo 25:2; Deuteronômio 16:16 e 17; 1 Crônicas 16:29; Salmos 96:8).
As contribuições exigidas dos hebreus para fins religiosos e caritativos remontavam à quarta parte completa de suas rendas. Uma taxa tão pesada sobre os recursos do povo poder-se-ia esperar que os reduzisse à pobreza. Porém, ao contrário, a observância fiel desses estatutos era uma das condições de sua prosperidade.
— Patriarcas e profetas, p. 527
Alguns se têm escusado de ajudar a causa de Deus por terem dívidas. Tivessem eles examinado cuidadosamente o próprio coração, teriam descoberto que a verdadeira razão de não levarem a Deus oferta voluntária era o egoísmo.
— Conselhos sobre mordomia, p. 93
Bem, dirá alguém, continuam a vir os pedidos para dar à causa. Estou cansado de doar. Estareis mesmo cansados? Então, permiti que vos pergunte: Estais cansados de receber das mãos beneficentes de Deus? [...] Quando estiverdes cansados de receber, então podereis dizer: Estou cansado de tantos pedidos para doar.
— Testemunhos seletos, vol. 2, p. 41 e 42
Entreguemo-nos num sacrifício vivo, dando a Jesus tudo o que temos. É Seu; somos-Lhe possessão adquirida. Os que recebem Sua graça, que contemplam a cruz do Calvário, não questionarão sobre a proporção em que dar, mas sentirão que a mais rica oferta é demasiado mesquinha [...]. Pela abnegação, até mesmo o mais pobre achará meios de obter algo que devolver a Deus.
— Conselhos sobre mordomia, p. 112
Talentos
Tudo que temos é do Senhor. Nosso dinheiro, nosso tempo, talentos e nós mesmos, tudo pertence a Ele, que os tem emprestado a nós, a fim de nos testar e provar, e revelar o que está no coração. Se egoisticamente reclamarmos como oriundos de nós mesmos os favores que Deus graciosamente nos tem confiado, encontraremos grande perda, pois estaremos roubando a Deus. Em roubá-lO, roubamos a nós mesmos das bênçãos celestiais.
— The Signs of the Times, 1º de abril de 1875
"A reivindicação divina primeiro. Tudo o mais é secundário." — Testemunhos seletos, vol. 2, p. 42.
Fora do dinheiro: qual talento, habilidade ou faixa de tempo você tem tratado como propriedade sua, e não como confiança?
Exercícios
1.A que se destina exclusivamente o dízimo, segundo o capítulo?
2.Que mandamento é violado ao se reter o dízimo?
4.Crer que Jesus virá em breve dispensa o cristão de fazer provisão para o futuro e cuidar da própria família.
Cartões de memorização
16 cartões de A igreja de Deus e a mordomia. O que você não souber volta no fim, até o baralho zerar.
Avaliação do módulo
6 questões que fecham A igreja de Deus e a mordomia.
1.Qual é a prova verdadeira da sucessão apostólica?
2.A organização eclesiástica é uma invenção humana que restringe indevidamente a liberdade do crente.
4.Qual destas afirmações NÃO corresponde ao ensino do módulo sobre o dízimo?
5.A igreja é obrigada, diante de Deus, a remover da comunhão quem tem conduta em contradição aberta e persistente com os princípios da fé — e também é culpada se passar por alto erros claros.
6.Segundo o capítulo, qual é a causa da divisão na igreja?
