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O selamento, a segunda vinda e a nova Terra · Aula 5

Origem e natureza das pessoas: a imortalidade é condicional

Gênesis 2:7
Texto Chave

"Então formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente."

Gênesis 2:7

Deus formou o homem como alma vivente, agente moral livre, feito à imagem de Deus, criado para Sua glória (Gênesis 1:26-28; 2:7; Salmos 8:4-6; Isaías 43:7).

Você Sabia?

O texto não diz que o homem RECEBEU uma alma: diz que ele PASSOU A SER alma vivente. Pó + fôlego de vida = alma vivente. É a base de toda a doutrina deste capítulo.

Feito à imagem de Deus

Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há mistério aqui. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de graus de desenvolvimento morosos, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem.

— Patriarcas e profetas, p. 45

Conforme é dada pela inspiração, a genealogia de nossa espécie remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era 'filho de Deus' (Lucas 3:38).

— Patriarcas e profetas, p. 45

Imortalidade condicional

O homem não era dotado de imortalidade natural e incondicional. Unicamente pela obediência a Deus e o comer da árvore da vida poderia ele perpetuar a existência (Gênesis 2:9, 16 e 17).

Devido à sua desobediência, perdeu o acesso à árvore da vida, distanciou-se da glória do Criador e foi separado da fonte da vida. O pecado trouxe morte a Adão e a todos os seus descendentes (Gênesis 3:19 e 22-24; Eclesiastes 12:7; Isaías 59:2; Romanos 5:12 e 17; Ezequiel 18:4; Romanos 6:23).

A imortalidade, prometida ao homem sob condição de obediência, foi perdida pela transgressão. Adão não poderia transmitir à sua posteridade aquilo que não possuía. Não poderia haver esperança nenhuma para a humanidade decaída se, pelo sacrifício de Seu Filho, Deus não houvesse trazido a imortalidade ao alcance dela.

— O Grande Conflito, p. 533

O único que prometeu a Adão vida em desobediência foi o grande enganador. A declaração da serpente a Eva, no Éden — 'Certamente não morrereis' — foi o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma. Todavia, essa declaração, repousando apenas na autoridade de Satanás, ecoa dos púlpitos da cristandade, e é recebida pela maior parte da humanidade tão facilmente como o foi pelos nossos primeiros pais.

— O Grande Conflito, p. 533

O Xis da Questão

"O primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma" foi Gênesis 3:4, e o pregador foi a serpente. O capítulo rastreia a doutrina até sua origem — e é ali que ela é refutada.

Imortalidade obtida unicamente através de Cristo

Como consequência da queda de Adão, o homem tornou-se mortal, sujeito à morte. Sua posteridade nasceu com propensões inerentes de desobediência (Salmos 51:5; Romanos 3:10-18; Marcos 7:20-23; Jeremias 17:9).

Unicamente através de Cristo as pessoas podem ser libertas do pecado, ter o caráter de Deus restaurado nelas e reaver sua posição original perante Deus (Mateus 5:48; Romanos 3:23-26; Atos 4:12; João 8:36; 14:6; 2 Coríntios 5:19; Tito 2:13 e 14; 3:3-6).

Os que aceitam essa provisão, buscando a vida eterna, receberão imortalidade à segunda vinda de Cristo, quando os santos que dormem serão chamados de volta à vida pela voz do Arcanjo (Romanos 2:6 e 7; 6:22 e 23; 8:11; 1 Coríntios 15:20-23 e 51-54; 1 Tessalonicenses 4:13-17).

O resultado de comer da árvore da ciência do bem e do mal é manifesto na experiência de todo homem. Há em sua natureza pendor para o mal, força à qual, sem auxílio, não poderá ele resistir. Para opor resistência a essa força, para atingir aquele ideal que no íntimo da alma ele aceita como o único digno, não pode encontrar auxílio senão em um poder. Esse poder é Cristo. A cooperação com esse poder é a maior necessidade do homem.

— Educação, p. 29

Para Não Esquecer

"Não havia esperança para o transgressor, exceto por causa de Cristo." — Testemunhos para a igreja, vol. 8, p. 25. A imortalidade não é um atributo nosso: é um dom, e tem um só canal.

A

Se a imortalidade é condicional e vem só por Cristo, o que muda na maneira como você fala da morte com quem perdeu alguém?

Exercícios

1.O que Gênesis 2:7 afirma sobre a constituição do homem?

2.Qual foi, segundo O Grande Conflito, "o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma"?

3.Os que aceitam a provisão de Cristo receberão imortalidade à vinda de Cristo, quando os santos que dormem serão chamados de volta à vida.

4.Segundo o capítulo, o homem evoluiu gradualmente de formas inferiores de vida.