A Divindade · Aula 5
Tentado em todos os pontos — e sem pecado
Hebreus 4:15"Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado."
Hebreus 4:15
Na condição de homem, Cristo foi tentado em todos os pontos, como nós o somos. Ainda assim, não conheceu pecado (Marcos 1:13; Lucas 4:1, 2 e 13; Hebreus 2:18; 4:15; João 14:30; 2 Coríntios 5:21; 1 Pedro 2:22). Esta aula sustenta as duas metades dessa frase ao mesmo tempo — e o erro mais comum é soltar uma delas para segurar a outra.
A tentação foi real
A menos que haja a possibilidade de ceder, a tentação não é tentação. Resiste-se a ela quando o homem é influenciado fortemente a cometer má ação e, sabendo que pode praticá-la, resiste, pela fé, com firme apego ao poder divino. Foi essa a provação pela qual Cristo passou. Não poderia ter sido tentado em todos os pontos, como o homem o é, se não houvesse possibilidade da queda. Ele era agente livre, posto à prova, como o fora Adão, e assim como o é todo homem.
— The Youth's Instructor, 20 de julho de 1899
O texto é deliberado: se a queda fosse impossível, a tentação seria encenação, e o exemplo de Cristo não serviria de nada para quem é tentado de verdade. A vitória dEle só vale porque a derrota era possível.
Sua aflição abrangeu a tentação atroz de pensar que fora abandonado por Deus. Sua alma foi afligida pela pressão de grande treva, temendo que Ele Se desviasse da retidão durante a terrível provação. [...] Em Suas horas derradeiras, enquanto pendurado à cruz, vivenciou à máxima extensão o que o homem deve experimentar na luta contra o pecado.
— The Youth's Instructor, 20 de julho de 1899
Quando Seu ministério começou, depois do batismo, Ele suportou um jejum angustiante de quase seis semanas. Não era apenas a torturante dor da fome que tornou Seus sofrimentos inexprimivelmente severos, mas era a culpa dos pecados do mundo que O oprimiam tão pesadamente. [...] Com esse terrível peso de culpa sobre Ele por causa de nossos pecados, resistiu à prova tremenda do apetite, do amor ao mundo e à honra, e do orgulho da ostentação que leva à presunção.
— Testemunhos para a igreja, vol. 3, p. 372
Apesar de tudo, sem pecado
Cristo foi a única pessoa que andou sobre a Terra em quem não havia nenhuma mancha de pecado.
— Mensagens escolhidas, vol. 3, p. 134
Sede cautelosos, extremamente cautelosos, em como vos posicionais quanto à natureza humana de Cristo. Não O apresenteis ao povo como homem com propensões pecaminosas. Ele é o segundo Adão. [...] Tomou sobre Si a natureza humana, sendo tentado em todos os pontos, assim como a natureza humana é tentada. Poderia ter pecado. Poderia ter caído, mas nem por um momento houve nEle qualquer propensão para o mal.
— The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 5, p. 1.128
"Poderia ter pecado. Poderia ter caído, mas nem por um momento houve nEle qualquer propensão para o mal." A possibilidade era real; a inclinação, nenhuma. Quem apaga a primeira metade nega a tentação; quem apaga a segunda atribui pecaminosidade ao Cordeiro sem mácula. O capítulo não permite nem uma coisa nem outra.
Mas o príncipe das trevas nada achou nEle, nem um simples pensamento ou sentimento de resposta à tentação.
— Testemunhos para a igreja, vol. 5, p. 422
Ele estava para tomar posição à frente da humanidade ao assumir a natureza, mas não a pecaminosidade, do homem." "Não devemos dar desculpas em relação à perfeita ausência de pecado da natureza humana de Cristo.
— The SDA Bible Commentary [E. G. White Comments], vol. 7, p. 925; vol. 5, p. 1.131
Todo pecado, toda discórdia, toda concupiscência contaminadora trazida pela transgressão Lhe eram tortura para o espírito.
— O Desejado de Todas as Nações, p. 111
Podemos vencer do mesmo modo
Muitos que caem sob a tentação desculpam-se com a justificativa de que a divindade de Cristo O ajudou a vencer, e de que o homem não possui esse poder em seu favor. Porém, isso é um erro. Cristo trouxe poder divino e o colocou ao alcance de todos. O Filho de Deus veio à Terra porque viu que o poder moral no homem é fraco. Veio para levar o homem finito em conexão íntima com Deus. É combinando poder divino com suas forças humanas que o homem torna-se vencedor.
— The Youth's Instructor, 28 de dezembro de 1899
Jesus não revelou qualidades nem exerceu poderes que os homens não possam possuir mediante a fé nEle. Sua humanidade perfeita é a que todos os Seus seguidores podem possuir, se forem sujeitos a Deus como Ele o foi.
— O Desejado de Todas as Nações, p. 664
Como substituto e fiador da espécie humana, Cristo foi posto, perante o Pai, na mesma posição em que o pecador o é. Cristo teve o privilégio de depender do Pai para obter força, da mesma forma que nós o somos.
— The Youth's Instructor, 28 de dezembro de 1899
A desculpa mais antiga do mundo cristão — "Ele venceu porque era Deus; eu não tenho como" — está nomeada e recusada no próprio capítulo. O poder que Ele usou está "ao alcance de todos".
Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu. [...] Em Cristo se acham ligadas a família da Terra e a do Céu.
— O Desejado de Todas as Nações, p. 25 e 26
Qual tentação você tem tratado como inevitável? O que muda se Cristo enfrentou a mesma classe de pressão com os mesmos recursos que você tem disponíveis?
Exercícios
1.Por que o capítulo insiste em que a queda de Cristo era possível?
2.Segundo o capítulo, Cristo deve ser apresentado ao povo como homem com propensões pecaminosas.
3.Que desculpa comum o capítulo nomeia e refuta?
