O plano da redenção · Aula 1
O que se perdeu e como se reavê
Isaías 59:2"Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que vos não ouça."
Isaías 59:2
Em razão do pecado, o homem foi separado de Deus, a Fonte de vida. A menos que permita a si mesmo a provisão feita para sua restauração, deve sofrer a morte eterna — a extinção (Isaías 59:2; João 1:4; Romanos 5:12; 6:23). Porém, não precisa perecer, a menos que escolha isso. Pode encontrar o caminho de volta a Deus e desfrutar vida eterna por meio de Cristo (João 6:35, 40, 47 e 48; 14:6).
Dois presentes, não um
Ao morrer na cruz por nossos pecados, Cristo nos redimiu da sentença de morte pronunciada pela santa lei de Deus, que transgredimos. Mais do que isso: Cristo nos comunica poder divino, a unir-se aos esforços humanos.
"Mais do que isso." A redenção não se resume ao perdão do passado. Se fosse só isso, o cristão sairia da cruz perdoado e igualmente incapaz. O segundo presente é o poder — e é ele que torna possível a santificação.
Assim, pela fé em Cristo — ao aceitarmos Sua vida e morte em nosso favor, e ao nos colocarmos sob a guia de Seu Espírito — e por arrependimento e regeneração, reavemos o que foi perdido por nossos primeiros pais.
O plano da redenção foi motivado pelo amor de Deus em favor da humanidade caída. Nosso Salvador fez provisão completa (Gênesis 3:15; Isaías 12:2; 45:22).
A acusação que virou esperança
A acusação dos fariseus contra Cristo — "Este Homem recebe pecadores" — é nossa grande esperança (Lucas 15:1; João 3:15; 1 Timóteo 1:15; 1 Coríntios 15:3; 1 Tessalonicenses 5:9 e 10; Tito 3:3-8). O que eles disseram para condená-lO é exatamente a razão pela qual podemos nos aproximar.
Em vez de cuidarmos em estabelecer nossa própria justiça, aceitamos a justiça de Cristo. Seu sangue expia nossos pecados. Sua obediência é aceita em nosso favor. Então o coração renovado pelo Espírito Santo produzirá os 'frutos do Espírito'. Mediante a graça de Cristo, viveremos em obediência à lei de Deus, escrita em nosso coração. Tendo o Espírito de Cristo, andaremos como Ele andou.
— Patriarcas e profetas, p. 372
O coração orgulhoso esforça-se por alcançar a salvação. Porém, tanto nosso título ao Céu quanto nossa idoneidade para ele encontram-se na justiça de Cristo. O Senhor nada pode fazer para a restauração do homem enquanto ele, convicto de sua própria fraqueza e despido de toda presunção, não se entrega à guia divina. [...] Coisa nenhuma é recusada à alma que sente a própria necessidade.
— O Desejado de Todas as Nações, p. 300
"Coisa nenhuma é recusada à alma que sente a própria necessidade." O único requisito de entrada é reconhecer que não se tem o que é preciso.
Onde, na sua vida espiritual, você ainda está "cuidando em estabelecer sua própria justiça"?
Exercícios
1.O que Cristo faz por nós além de nos redimir da sentença de morte?
2.Quem se perde, perde-se necessariamente, sem alternativa.
