As ordenanças e o santuário · Aula 5
O santuário e o que Cristo faz hoje
Daniel 8:14"Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado."
Daniel 8:14
O tipo terrestre
O Senhor instruiu os israelitas a construir um santuário, ou tabernáculo, que era um tipo da ministração celestial (Êxodo 25:8; Salmos 77:13). Era composto de um pátio com altar de ofertas queimadas e uma pia para os sacerdotes lavarem-se antes de adentrarem o santuário. O tabernáculo continha dois compartimentos: o lugar santo e o lugar santíssimo.
O serviço dos sacerdotes ligados ao santuário era representação da obra de Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, no verdadeiro tabernáculo "que o Senhor fundou, e não o homem" (Hebreus 8:1-5; 9:19-28).
As duas fases do ministério de Cristo
Na ascensão ao Céu, Cristo começou Seu ministério intercessor no lugar santo do santuário celestial, onde, durante mais de mil e oitocentos anos, ofereceu os méritos de Seu sangue como expiação por todos os pecados confessados (João 1:29; Romanos 5:8-11; 8:34).
De acordo com a profecia de Daniel 8:14, em 1844 Cristo adentrou o lugar santíssimo para purificá-lo das transgressões dos pecadores arrependidos. Essa obra também é chamada de juízo de investigação (Apocalipse 11:18 e 19; 20:12; 22:12).
Apesar de a vida de todos os que têm o nome escrito no livro da vida — entre mortos e vivos — dever ser examinada, unicamente os que tiverem confessado e deixado seus pecados terão o nome mantido no livro da vida, sendo seus pecados apagados do livro memorial (Daniel 7:9-14; 1 Pedro 4:17 e 18).
"Confessado E deixado." Provérbios 28:13 traz as duas condições juntas: "o que confessa e deixa alcançará misericórdia". Confissão sem abandono, e abandono sem confissão, ficam ambos aquém do que o texto pede.
O bode expiatório
Quando Cristo, através dos méritos de Seu próprio sangue, remover o registro dos pecados de Seus filhos fiéis ao término da provação humana (Apocalipse 22:11 e 12), colocará esses pecados sobre Satanás, o bode expiatório, que, na execução do juízo, deve sofrer a responsabilidade final por todos os pecados que incitou os santos a cometer (Levítico 16:8-10, 21 e 22).
No Dia da Expiação havia dois bodes: um era sacrificado "para o Senhor" — figura de Cristo —, e o outro, Azazel, era enviado ao deserto carregando as iniquidades já expiadas. O segundo bode nunca foi sacrifício: ele leva a responsabilidade do instigador, não o pagamento pelo pecado.
Por que este assunto é o alicerce
Como povo, devemos ser estudantes diligentes da profecia. Não devemos sossegar sem que entendamos claramente o assunto do santuário, apresentado nas visões de Daniel e de João. Esse assunto verte muita luz sobre nossa atitude e nossa obra atual, e dá-nos prova irrefutável de que Deus nos dirigiu na experiência passada. Explica nosso desapontamento de 1844, mostrando-nos que o santuário a ser purificado não era a Terra, como supuséramos, mas que então Cristo entrou no lugar santíssimo do santuário celestial.
— Evangelismo, p. 222 e 223
A compreensão correta do ministério do santuário celestial constitui o alicerce de nossa fé.
— Evangelismo, p. 221
O assunto do santuário e do juízo de investigação deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus. Todos necessitam de conhecimento sobre a posição e a obra de seu grande Sumo Sacerdote. Caso contrário, ser-lhes-á impossível exercer a fé que é essencial neste tempo, ou ocupar a posição que Deus lhes deseja confiar. Cada indivíduo tem uma alma a salvar ou perder. Cada qual tem um caso pendente no tribunal de Deus.
— O Grande Conflito, p. 488
O grande dia da expiação é agora
Vivemos hoje o grande dia da expiação. No cerimonial típico, enquanto o sumo sacerdote fazia expiação por Israel, exigia-se de todos que afligissem a alma por arrependimento pelo pecado e por humilhação, perante o Senhor, para que não acontecesse serem extirpados dentre o povo. De igual modo, todos quantos desejam que seu nome seja conservado no livro da vida devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro.
— O Grande Conflito, p. 489
A obra de preparação é individual. Não somos salvos em grupos. A pureza e a devoção de um não suprirá a falta dessas qualidades em outro. Embora todas as nações devam passar em juízo perante Deus, examinará Ele o caso de cada indivíduo, com exame tão íntimo e penetrante como se não houvesse outro ser na Terra.
— O Grande Conflito, p. 490
"Não somos salvos em grupos. A pureza e a devoção de um não suprirá a falta dessas qualidades em outro." Nem família, nem igreja, nem tradição respondem pelo caso de ninguém.
Solenes são as cenas ligadas à obra final da expiação. [...] O juízo ora se realiza no santuário celestial. Há muitos anos essa obra está em andamento. Breve, ninguém sabe quão breve, passará ela ao caso dos vivos. [...] Quando se encerrar a obra do juízo de investigação, o destino de todos terá sido decidido, ou para a vida ou para a morte. O tempo da graça finaliza pouco antes do aparecimento do Senhor nas nuvens do céu.
— O Grande Conflito, p. 490 e 491
Se o seu caso fosse examinado hoje, com o mesmo cuidado com que seria examinado se você fosse a única pessoa na Terra, o que você gostaria de ter resolvido antes?
Exercícios
1.O que Cristo começou a fazer em 1844, segundo Daniel 8:14?
2.Que papel Satanás, o bode expiatório, desempenha no fim da expiação?
3.Segundo O Grande Conflito, podemos ser salvos em grupos: a devoção de uns supre a falta em outros.
5.Quem tem o nome mantido no livro da vida no juízo de investigação?
Cartões de memorização
14 cartões de As ordenanças e o santuário. O que você não souber volta no fim, até o baralho zerar.
Avaliação do módulo
5 questões que fecham As ordenanças e o santuário.
1.Qual é a ordem correta das duas partes da cerimônia da comunhão, e por quê?
2.O batismo infantil tem base nas instruções bíblicas.
4.Qual princípio o capítulo estabelece sobre o exame de candidatos ao batismo?
5."Vivemos hoje o grande dia da expiação."
