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Desenvolvendo o verdadeiro amor · Aula 1

Paixão e amor

1 Coríntios 13:4-7
O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor é algo que deve existir entre aqueles que pretendem se casar e, acima disso, a união com Deus. O casal permanecerá unido se estiver ligado a Deus, desenvolvendo o verdadeiro amor. Muitos jovens chegam ao casamento apaixonados e muitas vezes desprovidos dos princípios do verdadeiro amor, que se desdobram em virtudes tais como paciência, altruísmo, bondade, alegria, compreensão e empatia.

Observa-se uma intensidade da atração física e dos sonhos, que por si são belos, mas não suficientes para solidificar o amor do vínculo conjugal. Quando o relacionamento entre os noivos está carente de espiritualidade e se centraliza na paixão, esse estado de coisas se demonstra em contato físico e pouco diálogo maduro e significativo. Esse quadro não é uma boa evidência de um futuro vínculo conjugal sólido.

Não é a intensidade ou fervor de sentimentos apaixonados que irá superar crises ou tensões procedentes de um relacionamento conjugal. Os compromissos conjugais são muito complexos para serem resolvidos com paixão hedonista, centralizada apenas no prazer.

É fundamental uma ligação com a fonte do verdadeiro amor, que é Deus:

Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, por que Deus é amor.

Deus ordena a Seus fiéis amarem uns aos outros, e de uma forma especial, o cônjuge.

Diferenças entre a paixão e o amor

Paixão

  • Fervor carnal: O apaixonado sente um intenso desejo, uma necessidade de estar sempre próximo da outra pessoa, com contato físico. Geralmente a paixão pode começar “à primeira vista” e com muito romantismo, a ponto de levar a pessoa a realizar atos incomuns de demonstração afetiva, sempre com a intenção de arrancar da outra uma resposta física avassaladora.
  • Irracional: O apaixonado não reflete sobre a relação. Não está disposto a ouvir conselhos. Às vezes ouve, mas não põe em prática. Às vezes defende seu relacionamento como se estivesse amando de fato. Puro engano! A oração sincera e fervorosa a Deus não é praticada; não há intuito de colocar Deus no centro. E se pensam em colocá-lO, é com o objetivo de que aprove sua forma de agir, o que Ele não fará.
  • Superficial: Mesmo intensa (física e emocionalmente), a paixão não é profunda como o amor, pois não avalia princípios que regem uma relação madura. Geralmente o par apaixonado deseja estar junto, e isso é tudo. Não há reflexão suficiente sobre todos os elementos que devem conduzir a relação, especialmente em assuntos espirituais.
  • Egoísta: A paixão desenvolve sentimentos possessivos em relação ao outro, que abrangem desde ciúmes à desconfiança. Há o temor de perder o outro. Quando há insegurança e dúvidas, o desejo de possessão gera angústia. E isso é amenizado com o contato físico, o que é péssimo para os dois, pois esse comportamento nunca solidifica verdadeiramente a relação. Apenas a busca pelo Espírito Santo de Deus resolverá os conflitos de um coração apaixonado.

Amor

  • Pacífico: O amor é conciliador, não é possessivo, procura sempre buscar a união e a melhor forma de resolver alguma divergência. Inclui a oração pelo outro e com o outro.
  • Profundo: Vai além da aparência, aprecia os valores da pessoa amada, seu caráter e sua devoção para com Deus.
  • Racional: Aprecia o diálogo, interessa-se por assuntos que fundamentam um futuro lar; aceita conselhos, reconhece defeitos e deseja superá-los.
  • Altruísta: Está disposto a sacrificar-se pelo outro, a ajudar o outro, a perdoar e esperar. Fundamenta-se mais na apreciação do caráter, evitando contatos físicos que levem à prostituição.

O desenvolvimento do amor

Os noivos devem ter em mente que precisam aprender a desenvolver o verdadeiro amor. Isso é questão diária. Um bom método é aproximarem-se de Deus, a fonte do verdadeiro amor, em uma comunhão real com Ele através da oração e leitura das Escrituras Sagradas. A leitura frequente do capítulo 13 de 1 Coríntios é uma boa fonte de inspiração para o entendimento do verdadeiro amor.

É preciso estar disposto a desenvolver o diálogo em torno do dia a dia do futuro esposo (ou esposa), inteirando-se de sua rotina e desafios, propondo um ao outro ideias para a superação de problemas e traçando planos para o futuro que envolvam temas como profissão e estudos. É importante também ter em mente o consolo mútuo de problemas emocionais (medos e frustrações). Nesse momento, é bom também contar com o auxílio de pessoas que possam ajudar — um pastor ou psicólogo cristão.

Na Prática!

O desenvolvimento do domínio próprio é algo típico do amor, não apenas na questão de se resistir à tentação sexual, mas também no controle de palavras iradas. Ao mesmo tempo, o desabafo deve ser praticado com sabedoria.

Exercícios

1.Qual característica, segundo o curso, pertence ao verdadeiro amor e não à paixão?

2.A intensidade dos sentimentos apaixonados é suficiente para superar as crises do relacionamento conjugal.

3.A leitura frequente do capítulo de 1 Coríntios é uma boa fonte de inspiração para o entendimento do verdadeiro amor.