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A comunicação no casamento · Aula 1

Elementos da boa conversação

Tiago 1:19

Você está me ouvindo?

Os noivos entram para o casamento com bons pensamentos, desejos de felicidade e, em sã consciência, não querem participar de conflitos ou discussões acaloradas. Contudo, não existe casamento perfeito, pois os futuros cônjuges não são perfeitos, e mesmo que tenham alguma maturidade emocional, cada um reage de modo diferente diante das circunstâncias ou atitudes do outro, e assim discussões podem acontecer.

Na verdade, as discussões irão acontecer e são até necessárias. A questão essencial é como ocorrerão: o modo, o lugar e a hora. Resoluções no dia a dia de um lar são necessárias, e devem ser decididas com diálogo, seguido da atitude correta ao término da conversa.

Noivos gostam muito de conversar, e realmente têm muitos assuntos para tratar. No entanto, apenas durante o matrimônio haverá um real desenvolvimento na comunicação, pois na convivência diária é que ocorre o entrelaçamento dos compromissos, das reações, da interação profunda entre ambos.

É fundamental que os noivos estejam dispostos a tomar a atitude firme de manter uma comunicação saudável que promova a estabilidade da relação conjugal, pois a deficiência nesse aspecto pode gerar raízes de descontentamento e prejuízos para a relação.

O Xis da Questão

Para que uma boa comunicação ocorra, é necessário entender seus elementos: (1) humildade para ouvir, (2) disposição para compreender e (3) tato para falar. A boa comunicação deve ser constante e não apenas nos momentos de tribulação ou crise.

Humildade para ouvir

A conversação saudável entre os cônjuges tem em seus fundamentos a prática de um ouvir o outro. Marido e mulher, além do esforço, precisam dispor de tempo para ouvir atentamente o cônjuge.

Alguns não estão dispostos a ouvir, pois não querem dialogar sobre algo que exija mudança, ou não percebem a importância de dedicar atenção às necessidades da outra pessoa, especialmente da esposa que necessita ser compreendida e amada.

Ouvir atentamente não significa aceitar resignadamente tudo o que o outro quer, mas participar dos sentimentos e proporcionar amizade e segurança na relação.

Disposição para compreender

Não basta apenas ouvir atentamente, tem de haver compreensão. Na verdade, marido e mulher devem procurar entender os motivos um do outro, suas razões e opiniões. Também devem exercer a empatia, esforçando-se para compreender os sentimentos do cônjuge.

É comum um cônjuge não dar a devida atenção aos sentimentos expressos do companheiro diante de uma decepção sofrida ou de um dia árduo de trabalho, o que pode provocar ressentimentos e mágoas. Pois se um marido ou esposa tem de desabafar, o cônjuge é a pessoa certa, e caso não se torne um ouvinte compreensivo, uma brecha é criada, o que não é nada saudável.

Tato para falar

[...] todo homem deve ser pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar.
Seja a vossa palavra sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como convém responder a cada um.

Saber falar é uma arte, pois as palavras ditas podem ter efeitos edificantes ou destrutivos, consoladores ou deprimentes, proporcionando alegria ou tristeza. Enfim, as palavras têm poder, e saber usá-las com tato e sabedoria vindos de Deus é uma benção.

Os noivos devem pedir a Deus sabedoria para usarem as palavras no casamento como ferramentas para a solidificação do matrimônio, pois desleixo ou grosseria no falar causam muitas frustrações e mágoas.

Jamais deve o marido ou a mulher humilhar com palavras rudes, mesmo que o cônjuge esteja errado. Jamais deve usar de sarcasmo, ridicularizando o companheiro. Evite comparar o cônjuge com outra pessoa, considerando-o inferior.

Aplicação Prática

Quando um dos cônjuges estiver com raiva, é melhor esperar a irritação passar para então dialogarem. Decisões não devem ser tomadas nesses momentos, pois erros podem ser cometidos.

Exercícios

1.Quais são os três elementos da boa conversação apresentados no curso?

2.Ouvir atentamente significa aceitar resignadamente tudo o que o outro quer.

3.“[...] todo homem deve ser pronto para ouvir, tardio para e tardio para se irar.”