“Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações!” (Isaías 14:12).
Lúcifer sentia uma enorme inveja e ciúmes de Jesus Cristo. Quando os anjos se curvaram diante de Jesus reconhecendo Sua autoridade suprema e direito de governar, Lúcifer também se curvou. Porém, por dentro, seu coração estava tomado por inveja e rancor. Cristo participava dos conselhos especiais de Deus e estava a par de Seus planos, algo que Lúcifer não podia acessar nem entender. Mesmo assim, Jesus era reconhecido como o soberano do Céu, tendo o mesmo poder e autoridade de Deus.
Lúcifer se considerava o favorito entre os anjos. Sua posição exaltada não despertava nele gratidão ao Criador, mas sim um desejo de ocupar o lugar de Deus. Orgulhava-se de sua posição elevada e do respeito que recebia dos anjos. Sua proximidade com o Criador era única, e ele vivia cercado pelo brilho da luz gloriosa que emanava de Deus. Pensava em como os anjos seguiam suas ordens com alegria e questionava: “Não é meu traje belo e brilhante? Por que Cristo merece ser mais honrado do que eu?”
Consumido pela insatisfação e inveja, Lúcifer decidiu se afastar da presença imediata do Pai. Escondendo suas verdadeiras intenções, reuniu os anjos e começou a falar. Colocou-se como uma vítima, dizendo que Deus havia preferido Jesus a ele. Alegou que, a partir daquele momento, toda a liberdade que os anjos sempre desfrutaram seria destruída, pois teriam de se submeter a um governante e cumprirem o papel de escravos. Lúcifer declarou que não aceitaria mais a invasão de seus direitos, e que nunca mais se prostraria diante de Cristo. Afirmou ainda que tomaria para si a honra que acreditava merecer e lideraria todos os anjos que estivessem dispostos a segui-lo e obedecer à sua voz.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
