“Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido” (Tiago 1:14).
Eva estava diante de Adão, tão linda e aparentemente tão pura quanto antes de sua desobediência. Ela demonstrava um amor ainda maior por ele, influenciada pelos efeitos do fruto que havia comido. Adão não viu nenhum sinal de morte nela. Ela falou sobre a boa influência do fruto e sobre o grande amor que sentia pelo marido, e ele decidiu enfrentar as consequências. Tomou o fruto e comeu rapidamente. Assim como aconteceu com Eva, Adão também não sentiu logo os efeitos negativos.
Eva acreditava que poderia separar o certo do errado. A falsa esperança de alcançar um estado superior de conhecimento a fez pensar que a serpente era um amigo especial, interessado no seu bem-estar. Se ela tivesse procurado o marido e ambos tivessem falado com Deus sobre as palavras da serpente, teriam escapado imediatamente da tentação mortal. O Senhor não queria que tomassem do fruto da árvore do conhecimento, pois isso os tornaria vulneráveis ao engano de Satanás. Deus sabia que, se não tocassem no fruto, estariam completamente seguros.
Deus havia instruído nossos primeiros pais sobre a árvore do conhecimento, e eles sabiam da queda de Satanás e do perigo de ouvir suas sugestões. Deus não os privou da liberdade de comer o fruto proibido. Ele os deixou como seres morais livres, para que crescessem em Sua palavra, obedecessem aos Seus mandamentos e vivessem, ou escolhessem seguir o tentador, desobedecer e morrer. Ambos comeram, e a grande sabedoria que adquiriram foi o conhecimento do pecado e a sensação de culpa. A veste de luz que os envolvia desapareceu. Sentindo-se culpados e sem a proteção divina, eles tremeram e tentaram cobrir a nudez exposta.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
