“O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (João 10:10).
Parecia que Satanás estava vencendo a batalha pelo controle total. É verdade que, em todas as gerações, mesmo entre os povos pagãos, havia pessoas por meio das quais Cristo trabalhava para afastar os outros do pecado. No entanto, esses reformadores eram odiados, e muitos deles sofreram morte violenta. A escuridão que Satanás espalhava pelo mundo ficava cada vez mais intensa.
A maior vitória de Satanás foi distorcer a fé de Israel. Os povos pagãos, sem o conhecimento de Deus, já estavam se afundando na corrupção. Mas isso também aconteceu com Israel. O princípio de que alguém pode se salvar pelas próprias obras — o fundamento de todas as religiões pagãs — havia se infiltrado na religião judaica.
Os judeus, que deveriam ser uma bênção para o mundo, passaram a prejudicá-lo com uma falsa mensagem do evangelho. Eles se recusavam a se entregarem a Deus para a salvação do mundo e acabaram se tornando agentes de Satanás, ajudando a destruir o que deveriam salvar. O povo escolhido por Deus para ser um exemplo de verdade estava, na prática, fazendo a vontade de Satanás. Seu modo de viver distorcia o caráter de Deus, fazendo o mundo vê-lO como um tirano cruel.
Os sacerdotes do templo haviam perdido o verdadeiro significado dos rituais que realizavam. Eles atuavam como atores em um palco. As leis e cerimônias que o próprio Deus tinha estabelecido se tornaram ferramentas para cegar a mente e endurecer o coração. Deus não podia mais usar esses canais para alcançar a humanidade.
Satanás usava todos os meios possíveis para corromper o coração humano. O Filho de Deus olhou para o mundo com profunda compaixão e viu como homens e mulheres eram vítimas da crueldade de Satanás. Confusos e enganados, seguiam em uma marcha sombria para a morte, sem qualquer esperança de vida. Caminhavam para uma noite eterna, sem promessa de um novo amanhecer.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
