“Quando se completaram os dias para a purificação deles, conforme a Lei de Moisés, José e Maria o levaram a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor” (Lucas 2:22).
Cerca de 40 dias após o nascimento de Jesus, José e Maria O levaram a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor e oferecerem sacrifício, como a Lei exigia. Como nosso Substituto, Cristo precisava cumprir a Lei em todos os aspectos. Ele já havia sido circuncidado, mostrando Sua obediência aos mandamentos.
A lei determinava que a mãe oferecesse um cordeiro para a oferta queimada e uma pomba ou rolinha para a oferta pelo pecado. Esses sacrifícios precisavam ser perfeitos, sem nenhum defeito, pois simbolizavam a Cristo, o “Cordeiro sem mancha e sem defeito” (1 Pedro 1:19). Ele era o exemplo ideal do que Deus desejava que a humanidade fosse por meio da obediência. A dedicação do primogênito era uma prática antiga, com um significado profundo. Deus havia prometido dar Seu próprio Primogênito para salvar os pecadores. Por isso, cada família consagrava o filho mais velho como símbolo dessa promessa. O primogênito era dedicado ao sacerdócio, servindo como representante de Cristo entre as pessoas.
A dedicação de Jesus no templo tinha um significado especial. No entanto, o sacerdote não percebeu nada além do que parecia ser uma cerimônia comum. Dia após dia, ele realizava o ritual de apresentação de crianças, dando atenção apenas aos pais e filhos que mostravam sinais de riqueza ou posição social. Como José e Maria eram pobres, ele enxergou apenas um casal galileu em roupas simples.
Sem saber, o sacerdote segurou o Salvador do mundo em seus braços. Ele ergueu o Bebê diante do altar, realizou o ritual e devolveu a Criança à mãe. Ao registrar o nome “Jesus” na lista, ele não fazia ideia de que estava escrevendo o nome da Majestade do Céu, do Rei da Glória, Aquele que era o fundamento de todo o sistema judaico.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
