“Eu preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim? Respondeu Jesus: Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça” (Mateus 3:14-15).
Quando Jesus pediu a João que O batizasse, o profeta hesitou. Ele disse: “Eu preciso ser batizado por Ti, e Tu vens a mim?” Mas Jesus respondeu: “Deixe assim por enquanto; convém que assim façamos, para cumprir toda a justiça”. Então João concordou. No momento do batismo, “o Céu se abriu, e ele viu o Espírito de Deus descendo como pomba e pousando sobre Ele” (Mateus 3:13-16).
Jesus não foi batizado porque tivesse pecados a confessar. Ele Se colocou no lugar dos pecadores, dando os mesmos passos que nós precisamos dar e realizando a obra que nos cabe fazer. Sua vida, cheia de sofrimento e perseverança após o batismo, também foi um exemplo para nós.
Depois de sair da água, Jesus Se ajoelhou na margem do rio e orou. Ele sabia que estava entrando no maior conflito de Sua vida. Embora fosse o Príncipe da Paz, Sua vinda significava batalha. O reino que Ele veio estabelecer era muito diferente daquele que os judeus esperavam. Muitos O veriam como um inimigo, alguém que ameaçava destruir seus rituais e sistemas religiosos. Ele seria acusado de desobedecer à Lei, e até de agir como enviado do mal.
Na Terra, Jesus enfrentou solidão. Ninguém entendia completamente Sua missão. Nem mesmo Sua mãe, Seus irmãos ou Seus próprios discípulos compreendiam o verdadeiro propósito de Sua vida. Ao se tornar um de nós, Jesus carregou nossa culpa e suportou nossa dor. Ele, que nunca pecou, sentiu o peso da vergonha que o pecado traz. Como Amigo da Paz, teve que lutar constantemente — a verdade contra a mentira, a pureza contra a corrupção. Cada pecado, cada conflito, cada ação imoral era uma profunda dor para Seu espírito.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
