“Ninguém, depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: ‘O vinho velho é melhor!’” (Lucas 5:39).
Oensinamento de Cristo, representado pelo vinho novo, não era algo inédito. Ele havia sido revelado desde o princípio, mas, para os fariseus, parecia novo em quase tudo, e eles se recusavam a reconhecêlo ou aceitá-lo.
Jesus disse: “Ninguém, depois de beber o vinho velho, prefere o novo, pois diz: ‘O vinho velho é melhor!’” (Lucas 5:39). A verdade, transmitida por patriarcas e profetas, ganhava um novo brilho nas palavras de Cristo. Contudo, os escribas e fariseus rejeitavam esse precioso vinho novo. Enquanto não se esvaziassem de suas tradições e práticas antigas, os ensinamentos de Jesus não encontrariam lugar na mente ou no coração deles.
Essa atitude foi a ruína dos judeus e continua sendo a ruína de muitos ainda hoje. Em vez de abandonar ideias fixas ou abrir mão de opiniões profundamente estabelecidas, muitos rejeitam a verdade que vem do Pai da Luz. Preferem ser salvos de uma forma que lhes permita realizar algo significativo, em que possam se orgulhar de suas obras. Ao perceberem que a verdadeira salvação não dá espaço para o ego, recusam o dom oferecido por Deus. Uma religião baseada em regras e legalismo é uma religião sem amor e sem Cristo. O jejum e a oração, quando acompanhados de um espírito de autossuficiência e orgulho, tornam-se abomináveis aos olhos de Deus. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação. Para aqueles que não reconhecem sua pobreza espiritual, chega a advertência: “Você diz ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada’. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego e nu. Dou-lhe este conselho: Compre de Mim ouro refinado no fogo, e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez” (Apocalipse 3:17 e 18).
A fé e o amor são o ouro verdadeiro. Mas, para muitos, esse ouro perdeu o brilho, e o valioso tesouro foi abandonado. A justiça de Cristo é como uma vestimenta nova e impecável, uma fonte inesgotável de pureza e graça.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
