“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus” (Mateus 5:3).
Cristo raramente reunia os discípulos a sós para ouvir Suas palavras. Seu trabalho era levar palavras de advertência, súplica e ânimo a todos, sempre tentando ajudá-los a se aproximarem dEle.
Embora o Sermão do Monte tivesse sido pregado especialmente para os discípulos, a multidão ao redor também ouviu. Depois de ordenar os apóstolos, Jesus foi até a beira-mar. Bem cedo, as pessoas começaram a se reunir. “Quando ouviram falar de tudo o que Ele estava fazendo”, elas “vieram para ouvi-lO e serem [curadas] de suas doenças”. “E dEle saía poder que curava todos” (Marcos 3:8; Lucas 6:17-19).
A estreita praia não tinha espaço suficiente nem para as pessoas ficarem em pé; sendo assim, Jesus as levou para a encosta da montanha. Chegando a um lugar plano onde as pessoas podiam se acomodar confortavelmente, Ele Se sentou na grama. Os discípulos O seguiram.
Com muita vontade de aprender as verdades que deveriam alcançar todas as terras e todas as épocas, os discípulos se sentaram bem perto do Mestre. Eles acreditavam que Jesus logo estabeleceria Seu reino.
A multidão estava cheia de expectativa. Sentados na grama verde da colina, aqueles homens e mulheres estavam com o coração cheio de pensamentos sobre a glória futura. Escribas e fariseus imaginavam o dia em que estariam no comando dos romanos e se tornariam donos das riquezas e do esplendor do grande império. Os pobres camponeses e pescadores esperavam ouvir que trocariam suas casas pequenas e pobres, a comida escassa e o medo de perder tudo por mansões e uma vida confortável. Eles esperavam que Israel logo fosse honrado perante as nações como o povo escolhido de Deus, e que Jerusalém fosse exaltada como a cabeça do reino universal.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
