“Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados” (Mateus 5:4).
No Sermão do Monte, Cristo procurou desfazer o que a falsa educação havia feito e oferecer aos Seus ouvintes uma compreensão correta sobre o Seu reino. Sem rebater diretamente as ideias deles sobre o reino de Deus, Ele lhes falou sobre as condições para entrar nele, permitindo que tirassem as próprias conclusões sobre sua natureza. Ele disse: “Bemaventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus” (Mateus 5:3). O evangelho é revelado não para os espiritualmente orgulhosos, mas para os humildes, dispostos a se arrepender.
O coração orgulhoso tenta conquistar a salvação, mas tanto o nosso merecimento quanto a nossa capacidade de recebê-la vêm da justiça de Cristo. O Senhor não pode fazer nada por nossa restauração até que nos entreguemos ao Seu controle. Só então poderemos receber o dom que Deus quer nos dar. Nada é recusado à pessoa que reconhece essa necessidade (ver Isaías 57:15).
“Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados” (v. 4). O choro de que Cristo fala não é tristeza nem lamentação. Muitas vezes ficamos tristes porque nossas ações erradas trazem problemas, mas a verdadeira tristeza pelo pecado é o resultado da ação do Espírito Santo. O Espírito nos leva, arrependidos, ao pé da cruz. Jesus é ferido novamente a cada pecado, e ao olharmos para Aquele que traspassamos, choramos pelos pecados que causaram tanta dor a Ele. Esse pranto nos levará a abandonar o mal. Essa dor cria uma conexão profunda entre o pecador arrependido e Aquele que é infinito. As lágrimas de arrependimento são como gotas de chuva que anunciam o brilho do sol da santidade, trazendo uma alegria que será a fonte viva da alma (ver Jeremias 3:12-13; Isaías 61:3).
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
