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Meditação do Pôr do Sol · 9 de julho de 2026

Entendendo a Festa dos Tabernáculos

Salmos 106:1

“Deem graças ao Senhor porque [...] o Seu amor dura para sempre” (Salmos 106:1).

Três vezes ao ano, os judeus se reuniam em Jerusalém para celebrar festividades religiosas que marcaram a vida espiritual e cultural do povo. A Festa dos Tabernáculos, celebrada no final do ano, era o último desses grandes encontros. Essa festa, também conhecida como Sucot, não apenas marcava o fim de um ciclo agrícola, mas era um momento de profunda gratidão a Deus pela colheita e pela proteção durante o ano.

Na Palestina, o fim da colheita já havia sido concluído: o azeite tinha sido extraído das azeitonas, as palmeiras estavam carregadas de frutos e o suco de uva havia sido produzido no lagar. Durante os sete dias da festa, a cidade de Jerusalém se enchia de pessoas de todas as partes da região e até de terras distantes. Idosos e jovens, ricos e pobres, todos se reuniam com ofertas de gratidão a Deus pela bondade divina ao longo do ano. Os bosques e campos ao redor de Jerusalém forneciam ramos, frutos e galhos que que o povo coletava e levava para enfeitar a cidade, transformando-a em uma espécie de floresta festiva.

Embora a Festa dos Tabernáculos fosse um tempo de celebração pela colheita, ela também tinha um profundo simbolismo espiritual. Era um memorial da jornada de Israel pelo deserto, na qual o povo, após a saída do Egito, viveu em tendas e acampamentos temporários. Para relembrar esse período de dependência e proteção divina, os judeus construíam tabernáculos ou cabanas feitas de galhos verdes, e as montavam nas ruas, nos pátios do templo e até nos terraços das casas. Essas estruturas temporárias eram um lembrete visível da fragilidade deles e da provisão de Deus enquanto peregrinavam. O ritual da festa começava com o Dia da Expiação, um dia de purificação em que o povo era declarado em paz com Deus. Após o perdão dos pecados, o coração deles estava cheio de alegria, e os cânticos de louvor, como este salmo: “Deem graças ao Senhor, porque o Seu amor dura para sempre” (Salmo 106:1), ecoavam por toda a cidade. A música e os cânticos acompanhavam a multidão que se dirigia ao templo, o centro da adoração, onde o culto era conduzido com grande solenidade.

Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White

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