“Porque nem mesmo Seus irmãos criam nEle” (João 7:5).
Ànoite, o templo brilhava com as luzes artificiais. A música, os ramos das palmeiras se movendo ao vento, a grande multidão iluminada pelas lanternas penduradas e a grandiosidade das cerimônias impressionavam profundamente todos que assistiam. Porém, a cerimônia mais marcante era a que celebrava um evento ocorrido durante a jornada do povo pelo deserto.
Com as primeiras luzes da manhã, os sacerdotes tocavam as trombetas de prata, emitindo sons fortes que faziam o povo nas cabanas ao redor se alegrar. Era assim que iniciavam o dia festivo. Em seguida, o sacerdote retirava água do riacho Cedrom em um cântaro, colocava o recipiente sobre o ombro e, com as trombetas tocando, subia lentamente os degraus do templo, seguindo o ritmo da música.
No altar, no pátio dos sacerdotes, havia duas bacias de prata. O sacerdote derramava a água em uma delas, e vinho na outra. Através de um tubo, os líquidos se misturavam e desciam para o Cedrom. De lá, iam para o Mar Morto. A água consagrada representava a fonte que, por ordem de Deus, tinha brotado da rocha para matar a sede do povo de Israel.
Enquanto se preparavam para a festa, os filhos de José perceberam que Cristo parecia não Se interessar em ir. Desde a cura em Betesda, Ele não participava de grandes encontros em Jerusalém. Para evitar problemas, Jesus Se limitava a pregar na Galileia. Sua aparente indiferença pelas grandes celebrações religiosas, além do desprezo que os sacerdotes e rabinos tinham por Ele, deixou perplexos até Seus discípulos e Sua família. Embora falasse sobre as bênçãos da obediência, Ele parecia distante dos serviços religiosos que Deus havia estabelecido.
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
