“Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento e ame o seu próximo como a si mesmo” (Lucas 10:27)
Enquanto Cristo ensinava o povo, “um perito na Lei levantou-se para pôr Jesus à prova e Lhe perguntou: ‘Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?’“ (Lucas 10:25). Os sacerdotes e rabinos pensavam que poderiam pegar Jesus com uma pergunta capciosa, usando o doutor da Lei para testálO. No entanto, o Senhor não entrou em debate. “O que está escrito na Lei?”, Ele perguntou. “Como você a lê?” Jesus, ao invés de discutir sobre salvação diretamente, redirecionou a conversa para a importância da obediência aos mandamentos de Deus.
O doutor da Lei respondeu: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento” e “ame o seu próximo como a si mesmo”. Jesus então afirmou: “Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá” (Lucas 10:27 e 28).
Esse doutor da Lei vinha estudando as Escrituras com o objetivo de compreender seu verdadeiro significado. Em sua resposta sobre os requisitos da Lei, ele não enfatizou os rituais e cerimônias, mas destacou os dois grandes princípios que sustentam toda a Lei e os profetas. Essa resposta, que Jesus aprovou, deu a Ele uma posição superior em relação aos rabinos. “Faça isso e viverá”, disse Jesus. Ele apresentou a Lei como uma unidade divina, onde não é possível guardar um mandamento e desobedecer outro, pois o mesmo princípio de amor permeia todos eles. O amor supremo a Deus e o amor imparcial ao próximo são os princípios centrais que devem guiar a vida.
As palavras de Cristo convenceram o doutor da Lei, que, ao perceber que não havia demonstrado amor por aqueles ao seu redor, tentou se justificar perguntando: “Quem é o meu próximo?”
Entre os judeus, essa pergunta geraria debates intermináveis. Pagãos e samaritanos eram considerados estrangeiros e inimigos, mas a questão era se haveria distinção entre as pessoas dentro da mesma nação ou entre as diferentes classes sociais. Deveriam considerar os ignorantes e negligentes — os “imundos” — como seus próximos?
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
