“Amem o estrangeiro, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Amem-no como a si mesmos” (Deuteronômio 10:19).
Jesus não usou a condenação direta para confrontar o fanatismo daqueles que O ouviam, mas escolheu contar uma história simples que ilustrava o amor do Céu fluindo em direção às pessoas. A história tocou profundamente os corações, fazendo com que o doutor da Lei finalmente confessasse a verdade. A melhor maneira de lidar com o erro é apresentar a verdade. Jesus então disse: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e o deixaram quase morto. Aconteceu que estava descendo pela mesma estrada um sacerdote, que, ao vê-lo, passou para o outro lado. Da mesma forma, um levita, quando chegou ao local e viu o homem, também passou para o outro lado” (Lucas 10:30-32). Esse evento foi algo real, amplamente conhecido, exatamente como Jesus descreveu. O sacerdote e o levita faziam parte do grupo que escutava as palavras de Cristo.
A estrada de Jerusalém para Jericó era um desfiladeiro rochoso e desolado, frequentemente cenário de ataques de bandidos. Foi ali que os assaltantes atacaram o homem, deixando-o à beira da morte. O sacerdote, ao ver a vítima, apenas olhou e se afastou. O levita, embora soubesse o que deveria fazer, escolheu não se envolver, convencido de que não era sua responsabilidade. Esses dois homens pertenciam à classe escolhida para representar a Deus diante do povo. Esperava-se que tivessem compaixão por aqueles que estavam perdidos, como Hebreus 5:2 ensinava: “Deve ser capaz de se compadecer dos que não têm conhecimento e se desviam”.
Enquanto isso, os anjos do Céu observavam atentamente a aflição da família de Deus na Terra, prontos para cooperar com homens e mulheres na libertação do sofrimento. Todo o Céu observava ansiosamente para ver se o sacerdote e o levita seriam tocados pela miséria humana. O Salvador já havia ensinado, no deserto, uma lição muito diferente daquela que estava sendo transmitida pelos sacerdotes e mestres da época. Por meio de Moisés, Deus havia revelado que Ele defende a causa do órfão e da viúva, e ama o estrangeiro, ordenando: “Amem os estrangeiros... Amem-nos como a si mesmos” (Deuteronômio 10:18 e 19; Levítico 19:34).
Jesus ontem, hoje e eternamente — Meditações Matinais 2026 · Ellen G. White
